quinta-feira, maio 10, 2007

Casal da Mira ganha parque desportivo

Os moradores do bairro de realojamento do Casal da Mira, na freguesia da Brandoa, Amadora, têm, desde ontem, um minicampo multiusos para a prática do desporto. O equipamento, construído através de um projecto de parceria entre o Governo, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Câmara Municipal da Amadora (CMA), há muito que era aguardado, sobretudo pela população mais jovem, que não tinha nenhum espaço no bairro para a prática de actividades desportivas.

"Vamos tentar manter o espaço aberto à população, para que todos possam usufruir do equipamento. Para já vamos organizar um campeonato de futebol de rua com outros bairros do concelho para que este campo seja rentabilizado", explica António Leite, da associação Unidos de Cabo Verde, instituição que fará a gestão do equipamento.

Já Valter Barbosa, um jovem morador, considerou que "a inauguração do campo é boa", mas destacou que "é pouco para as pessoas que moram aqui". "Necessitamos de mais um espaço, que seja coberto, para os jovens poderem praticar desporto. O bairro não tem nada", justifica.

Há um ano o minicampo tinha sido prometido à população, o primeiro no âmbito de um projecto nacional - orçado em um milhão e 300 mil euros- que pretende dotar outras 100 áreas carenciadas com este tipo de equipamento. "Este é um projecto, acima de tudo, a favor da inclusão social", garantiu o ministro da Presidência, Silva Pereira.

In Jornal de Notícias - 5.5.2007

População do Casal da Mira recebe apoio médico na rua

Kelly Nascimento teve uma consulta invulgar. Foi atendida na rua, na carrinha onde funciona o apoio médico aos moradores do Casal da Mira, um bairro da Amadora onde foram realojadas pessoas que viviam em barracas. Sem dinheiro para comprar os medicamentos para a asma que lhe foram receitados no Hospital Amadora-Sintra, procurou um dos médicos que estão a dinamizar o projecto para que este os substituísse por genéricos. "Soube pela farmácia que eles vinham cá, aproveito e levo também uns brinquedos", disse ao DN.

Montada junto ao posto móvel onde todos os sábados são dadas consultas de saúde materna, planeamento familiar e vacinação, a banca com jogos, roupa e livros funciona como um chamariz para os mais novos. É junto a ela que os voluntários da Associação de Jovens Promotores da Amadora Saudável distribuem preservativos, contraceptivos e folhetos sobre o HIV. As irmãs de Leni Lima, de 15 anos, já lá foram. Ela ainda não o fez. "Tenho vergonha", assume.

Todos os sábados são atendidas naquele posto móvel cerca de 15 pessoas. Desde que o projecto foi lançado, em Fevereiro, com o apoio do Ministério da Saúde, do Centro de Saúde da Venda Nova e da Associação Unidos de Cabo Verde, o número de utentes tem vindo a aumentar. As mulheres e crianças vão de manhã. Os homens e os adolescentes, à tarde. Se não fosse este serviço, muitos destes moradores só teriam assistência em caso de urgência.

In Diário de Noticias - 6.5.2007

Lixeira a céu aberto às Portas de Benfica é 'cartão-de-visita' da Amadora

Quem entra na Amadora, oriundo de Lisboa, pelas Portas de Benfica, depara-se com um cenário desolador um depósito de lixo, a céu aberto, que congrega os despojos das demolições do antigo bairro das Fontainhas, entretanto demolido pela autarquia. As barracas deram lugar a toneladas de entulho e ferro velho, depositados muitas vezes à revelia das autoridades, mas que se foram acumulando nos últimos dois anos.

"Depois de terem derrubado as casas que aqui existiam, ainda ficou um resto de entulho que não foi retirado. Mas deve ter havido alguém que viu que isto estava tudo sujo e começaram a vir camiões depositar ainda mais lixo", critica Suse Gonçalves, moradora na Rua das Fontainhas, que tem que conviver com o lixo mesmo à porta.

Um outro morador, que não se quis identificar, lamenta que, "após anos de um cenário composto por barracas", as pessoas tenham de conviver com a lixeira. "Isto é muito perigoso para a saúde porque atrai muitos ratos. Assim, era preferível ter as barracas. Pelo menos, na altura os terrenos andavam sempre limpos", desabafa.

Segundo os testemunhos recolhidos pelo JN, o lixo vai crescendo junto às Portas de Benfica, um monumento considerado de interesse municipal.

Questionado sobre a situação, o vereador na Câmara Municipal da Amadora, responsável pelo pelouro da Higiene e Limpeza, Eduardo Rosa, disse ao JN esperar que no final da semana a situação esteja resolvida.

"Os empreiteiros das demolições já foram notificados para removerem o entulho. O lixo vai ser retirado por quem lá o colocou. O que não for possível retirar será a Câmara a fazê-lo", assegura o autarca.

A autarquia pondera ainda colocar uns pedregulhos à entrada do espaço actualmente ocupado pela lixeira para evitar o acesso aos terrenos.

In Jornal de Notícias - 8.5.2007

terça-feira, abril 17, 2007

Taberna Ocupada P'la Cultura da Amadora (TOCA)

Um grupo de jovens da Amadora e Queluz resolveu criar o Movimento de Acção Reivindicativa pela Cultura e Habitação da Amadora (MARCHA), ocupando uma antiga taberna, no centro da cidade, perto do edifício dos bombeiros. Depois de limparem e recuperarem o espaço devoluto que estava a ser utilizado por toxicodependentes, prometem agora agitar a vida política e cultural local. A população está expectante quanto ao futuro do espaço, mas, para já, mostra-se satisfeita com a recuperação do imóvel. A antiga taberna Portas Largas, passou a chamar-se Taberna Ocupada P'la Cultura da Amadora (TOCA) onde 70 jovens apostam na criação de oficinas de teatro, dança, exposições e concertos. "Não existe um único teatro, um único cinema e nem uma sala de concertos onde os jovens possam tocar. Acreditamos que este espaço possa servir os jovens de toda a linha de Sintra", adiantou ao JN, António Santos, da MARCHA. "A Amadora não foi sempre assim, já teve uma política cultural activa que foi erradicada", critica, por seu turno, Luís Baptista. Para começar, a MARCHA quer retomar a semana da Juventude da Amadora, reivindicar uma casa da juventude que seja gerida pelos jovens do concelho e apela ainda para que o Prémio José Afonso seja aberto a todas as bandas de jovens do concelho. Os elementos da MARCHA prometem marcar presença em todas as assembleias municipais, com ideias e críticas. Sobre a questão da habitação a MARCHA considera "inadmissível haver tanta gente sem tecto, quando há muitos tectos sem gente". "É melhor que o espaço esteja recuperado e utilizado do que degradado como estava", disse Francisco Martins, morador na zona.

In Jornal de Notícias - 14.4.2007

Outra notícia
Associação juvenil quer despertar Amadora para a cultura

quarta-feira, abril 04, 2007

Mais Estradas e Carros, Mais Urbanizações... Menos Qualidade de Vida, Pior Ambiente


O Governo, com a cumplicidade da Câmara da Amadora, transforma uma obra de interesse público, a CRIL, numa mera “serventia” da urbanização Falagueira/Venda Nova. Ver mais. E aqui também.

Para quando interesse e investimento público nos transportes colectivos e na bicicleta?

A Comissão de Utentes da Linha de Sintra vai distribuir um questionário para conhecer a opinião dos passageiros sobre a suspensão de mais de uma centena de ligações efectuadas naquela linha. Ver mais.

Conseguem ver a ligação?

+ estradas + carros + urbanizações - transportes públicos
= trânsito, poluição, doenças, tempo perdido em deslocações, qualidade de vida reduzida

segunda-feira, abril 02, 2007

Moradores de Alfonelos contra adjudicação de IC17

A Associação Cívica dos moradores de Alfornelos (ACMA) acusou, esta sexta-feira, o Governo de pôr em causa o Estado de Direito ao invocar interesse público para continuar o concurso de adjudicação do fim do IC17.

Paulo Ferreira, representante da ACMA afirmou à agência Lusa que «o Estado de Direito democrático está claramente posto em causa», reagindo ao anúncio feito hoje pela empresa pública Estradas de Portugal, que alegou «interesse público» para prosseguir o concurso relativo ao trecho do IC17/Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL), que a associação quer ver anulado.

Há cerca de um mês o Ministério do Ambiente e a Câmara da Amadora foram notificados pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra da providência cautelar interposta pela ACMA para anular o concurso para a conclusão da CRIL, um troço de 3,6 quilómetros entre a Buraca e a Pontinha.

Paulo Ferreira considerou que o Governo está a «contrariar a separação de poderes» entre o executivo e o judicial.

ACMA meteu providência cautelar

O representante da ACMA explicou que a associação tem a correr uma providência cautelar e uma acção principal visando a anulação do concurso e afirmou que «é estranho que, havendo dois processos em tribunal, o governo os queira condicionar desta forma».

«O interesse público serve agora para tudo, mesmo para prejudicar milhares de cidadãos quando existem alternativas», referiu.

Os moradores de Alfornelos opõem-se ao traçado previsto para a conclusão da CRIL, alegando que vão ficar «cercados por todos os lados por betão, auto-estradas e poluição».

«Vamos estar contra [o projecto] até ao fim, até às últimas consequências, na defesa não dos nossos interesses mas dos nossos direitos», garantiu.

Paulo Ferreira referiu que «o Governo tem projectos alternativos viáveis metidos na gaveta», que «poupariam dinheiro ao erário público».

No entanto, a ACMA acusa o Governo de «ceder a interesses difusos», porque recusa desviar o traçado «para fora do bairro» e para «onde está prevista a construção de uma urbanização na Falagueira».

In Portugal Diário - 30.03.2007

Amadora: Associação juvenil luta por um "futuro feliz" no Bairro Santa

No bairro de Santa Filomena, Amadora, uma associação juvenil inaugura no dia 2 de Abril um novo espaço, onde pretende acolher crianças e projectar um futuro melhor para um dos mais carenciados bairros do país.


Duas ruas apenas separam Santa Filomena da principal artéria da freguesia de Mina, centro urbano do concelho da Amadora, mas a curta distância basta para delimitar a entrada num espaço onde as dificuldades económicas e a fraca instrução são evidentes.

Segundo o último Censo o bairro, formado nos anos 70 pela comunidade imigrante africana, alojava em 1998 cerca de 1.900 pessoas, um número que exclui dezenas de imigrantes ilegais e ocupantes de casas abandonadas.

Hoje, o bairro de Santa Filomena continua a ser maioritariamente habitado por descendentes de africanos, sobretudo população jovem já nascida em Portugal.

Foi a esperança na chegada de dias melhores que levou o jovem Alcides Mora, natural de Angola, a ensinar futebol e xadrez às crianças de Santa Filomena, que "crescem praticamente nas ruas", enquanto os pais estão a trabalhar

Dos treinos, depressa Alcides passou à dinamização de torneios e, em 1998, convidou alguns amigos a formar uma associação que acompanhasse e estimulasse os moradores mais jovens, integrando-os em actividades desportivas e lúdicas.

Numa casa devoluta do bairro, recuperada pelo grupo, nasceu então a Associação Espaço Jovem (AEJ), reconhecida e apoiada pela Câmara Municipal da Amadora dois anos mais tarde.

In ACIME

Roupa 'KM' mostra orgulho de viver num bairro como a Cova da Moura

Foto retirada de http://kovam.no.sapo.pt

A KM podia muito bem ser confundida com uma qualquer marca de moda internacional, mas dizem o seus criadores, é uma forma de mostrar ao mundo o orgulho de um grupo de jovens em morar num bairro como a "Kova" da Moura.

A marca de roupa KM foi criada por dois jovens da Cova da Moura, na Amadora, na Primavera de 2006 e logo que os primeiros bonés foram postos à venda o êxito foi total, principalmente entre os adolescentes. Depois dos bonés, surgiram as camisolas e os tops para as mulheres.

"Já esperávamos que a roupa tivesse aceitação, mas não tanta como teve. Criar algo original e que nos identifique com o bairro é muito importante para quem nasceu, cresceu e mora na Cova da Moura", disse à Agência Lusa Paulo Barradas, um dos criadores da marca.

Paulo Barradas disse ainda que a roupa KM surgiu porque os jovens do bairro estava "sempre a dizer KM" e acharam interessante criar "algo original com essa marca".

Para o jovem, a marca KM "é uma forma de mostrar o orgulho de morar na Cova da Moura" e "uma ajuda na divulgação de uma imagem positiva do bairro, que muitas vezes é conhecida pelos piores motivos".

Os bonés, as camisolas e os tops têm as mais variadas cores, mas o que os distingue das outras peças de roupa são os bordados com as letras KM e com as frases em crioulo.

"Mi Gó!!!" (Não me importa) e "Dêxa mundo papia" (Deixa o mundo falar) são algumas das frases escritas nas camisolas, que - segundo Paulo Barradas - são também uma mensagem.

Paulo Barradas, 27 anos e director de produção de uma empresa têxtil, adiantou que a divulgação da marca KM foi feita "boca a boca" e mais tarde foi publicitada no site http://kovam.no.sapo.pt, no qual podem ser feitas encomendas, embora os produtos sejam vendidos num café do bairro.

A roupa, que já começa a ser procurada por jovens que moram fora do bairro, tem mais saída nos meses de Verão, estando o criador a estudar a nova colecção, principalmente os desenhos e as frases que vão ser colocados nas camisolas, tops e bonés.

Paulo Barradas considerou que este "negócio não é lucrativo", até porque a marca "não foi criada com a perspectiva de ganhar dinheiro".

"Não se ganha nem se perde. Se quisesse viver deste negócio deixava de trabalhar e montava uma loja", salientou, adiantando que as camisolas e os tops são vendidos a dez euros, enquanto os bonés a sete euros.

As roupas são compradas em fábricas, que depois são estampadas ou bordadas pelos jovens.

In Diário de Notícias - 02-03-2007

terça-feira, março 27, 2007

Esta Sexta-feira há Massa Crítica - Bicicletada



Na próxima sexta-feira dia 30 de Março, realiza-se mais uma Massa Crítica.

Bicicletas, skates, patins (e outros transportes não poluentes) desfilarão,
por mais de 350 cidades espalhadas pelo mundo, conduzidos por
cidadãos comuns. Em Portugal realiza-se no Porto e em Lisboa.

A Massa Crítica é um evento que se tem vindo a realizar todos os meses,
com um número crescente de aderentes.

A "Massa Crítica" pretende ser um movimento capaz de congregar todos os
cidadãos descontentes com a presença excessiva do automóvel na cidade. O
objectivo primordial é realizar uma marcha de bicicletas e outros meios de
transporte não poluentes, com uma forte componente de sensibilização, que
transmita uma mensagem pedagógica e estimule a criação de políticas de
mobilidade mais vantajosas para a utilização de meios de transporte ecológicos
(bicicletas, patins, andar a pé).

A "Massa Crítica" é um movimento espontâneo e livremente organizado, e
insere-se numa filosofia mundial de retoma dos direitos dos cidadãos
face às políticas de apoio ao automóvel, ecologicamente subdesenvolvidas,
divulgando a existência de alternativas viáveis à utilização de transportes
motorizados privados. Pretende, para além disso, ser o início de um movimento
mais amplo e estruturado de activismo ecológico e social.

A "Massa Crítica" não requer grande capacidade física (dado que é uma
iniciativa de grupo com uma forte solidariedade entre todos os seus
membros). É aconselhável a utilização de capacete de ciclista e máscara
anti-poluição. Recomenda-se também que cada um leve água.

Muito mais que um protesto, a "Massa Crítica" é uma acção directa
saudável, pacifica, didáctica e divertida.

--- Lisboa - Marquês de Pombal - 18h00
--- Porto - Praça dos Leões - 18h00

Para mais informações visite

www.massacriticapt.net

quarta-feira, março 21, 2007

Transportes públicos para o Moinho do Guizo



Apesar de muitos dos problemas da urbanização ainda não estarem resolvidos, nomeadamente o arranjo dos espaços verdes, os moradores do Moinho do Guizo vão ver resolvida, em breve, uma das lacunas do seu dia-a-dia. "Estamos a acabar o troço de uma estrada para que a urbanização possa ser servida de transportes públicos", revela Gabriel Oliveira, vereador responsável pelo pelouro das Obras e do Trânsito. A conclusão desta estrada surge após uma proposta da Rodoviária em fazer passar ali uma carreira que ligue o Moinho do Guizo à Pontinha, onde existe um terminal de autocarros e ainda uma estação do metro.

In Jornal da Região - Edição Amadora - 21.03.2007

quarta-feira, março 07, 2007

Novos agricultores urbanos na Amadora


Couves, batatas, cenouras e cebolas, entre tantos outros legumes, transformam os taludes
do IC19, entre a Damaia e a Buraca, em verdadeiros jardins de cor e de aromas. Na cidade jovem, onde o betão cresceu a olhos vistos ao longo das últimas décadas, qualquer pedaço de terra livre tem um valor incalculável para dezenas de habitantes, na sua maioria de origem
africana, que poupam umas boas dezenas de euros por mês na compra de produtos hortícolas.
É o caso de Justina Rocha que, diariamente, pega na enxada para cuidar da sua horta situada numa encosta da entrada do IC19 para a Amadora. "Vim de Cabo Verde há 25 anos e há 23 que cultivo aqui", revela esta moradora do Alto da Damaia. "Como a terra é muito boa, semeio vários tipos de produtos. Agora ando a semear feijão, couves, cebolas e batatas", acrescenta. Funcionária de uma empresa de limpezas, aproveita o período de folga, das 11 às 15 horas, para cuidar da sua hortinha. É que, lá em casa são oito bocas para alimentar e desta forma "poupa-
se muito dinheiro". O marido, os cinco filhos e o irmão dão uma preciosa ajuda ao fins-de-semana, "até porque há muito trabalho para lazer". Só no ano passado apanhámos mais de 50 sacas de batatas, com 20 quilos cada uma. As que não consumimos vendemos em alguns supermercados a cinco euros a saca", assume Justina Rocha. Mas, se para uns o cultivo
de terrenos baldios é uma questão de sobrevivência, para outros, esta é uma maneira
de ocupar o tempo de forma proveitosa. Com 86 anos, Pedro Furtado, morador na Cova
da Moura, há muito que se reformou da construção civil. Vive sozinho com a esposa e
há cerca de dois anos, com um grupo de amigos, decidiu aproveitar "os terrenos abandonados"
junto ao IC19. "É uma maneira de passar o tempo. Em vez de estar em casa venho para aqui e planto umas coisinhas, como couves e favas", explica. Apesar de ter trabalhado ao longo de toda a vida, com outros materiais, há coisas que não se esquecem. "Em Cabo Verde toda a gente
trabalhava na terra. São coisas que não se esquecem", graceja. "Para além de ocupar o meu tempo livre, os produtos são muito mais saborosos do que aqueles que se compram
nos supermercados". Não muito longe dali, junto ao Bairro do Zambujal, dezenas de hortas enfeitam o traçado da CRIL. Para quem não imagina, "esta terra é uma maravilha e tudo se planta, desde batatas, nabos, cenouras, cebolas, tomates ou feijões", salienta António Leitão, reformado da PSP e morador na Ajuda. "Tenho um amigo que tinha aqui uma horta e falou-me deste espaço livre. Como isto estava tudo ao abandono, começámos a plantar já vai para cinco anos", conta. Alentejano de gema, aprendeu a lidar a terra com o seu pai que era pastor e, depois de se reformar, encontrou na horta "uma forma de ocupar o tempo e de conviver com outras pessoas". É o caso de Maria Suzete dos Santos, que mora a poucos metros e adora dar uma mãozinha na "faina" agrícola. "Gosto de estar aqui com eles. Vou ajudando e sempre se poupa uns trocos no supermercado", explica. Todavia, aqui, a agricultura assume um papel mais rebuscado. "Temos três poços de água com dois motores, e uma moto- enxada para ajudar a lavrar a terra", acrescenta António Leitão. "Enquanto ninguém vier aqui mandar-nos embora vamos continuar a cultivar. Mas, já ouvimos dizer que está previsto um projecto qualquer para aqui. Inclusive, já andaram pessoas a tirar medidas ao terreno", revela ainda o agricultor.
É precisamente nessa área de terreno, pertencente ao IGAPHE e que vai ser cedida à autarquia, que a Câmara da Amadora quer construir uma nova zona agrícola. "Sei que para muitas pessoas as hortas ajudam na subsistência familiar mas não concordo que ocupem os terrenos e taludes em redor das estradas porque é muito perigoso", realça Joaquim Raposo, presidente da edilidade. "Se um dia houver um acidente, quem se responsabiliza...", questiona. Por isso,
ao abrigo do programa de requalificação da Cova da Moura, está a ser planeada a criação de uma grande horta comunitária, com cerca de três hectares, naquela zona do Zambujal. "Queremos
ter uma área ordenada, dividida pelos vários agricultores interessados, mas com equipamentos de apoio, para guardarem os seus materiais e água", revela Joaquim Raposo. "Deste modo, queremos acabar com os barracões, feios e inestéticos, que existem nos taludes do IC19, que serão posteriormente requalificados, como já aconteceu num pequeno troço da Damaia",
avança. Uma ideia que, à primeira vista, agrada aos pequenos agricultores. "Gosto da ideia. Se vier a acontecer, gostava de ser contemplado com um espaço", avança António Leitão,
interpretando o sentimento de muitos dos "novos" trabalhadores rurais da Amadora.

In Jornal da Região - Edição Amadora - 7.2.2007

Ecopontos já funcionam no Alto da Mira


Depois de longos meses à espera, os moradores da Urbanização do Alto da Mira já podem
separar o lixo e depositá-lo nos ecopontos espalhados pelo bairro. "É certo que não foi emSetembro ou Outubro, como tinha informado o vereador responsável, mas no fim de Janeiro.
Vá lá o atraso até não foimuito, em comparação com o tempo que os equipamentos estiveram sem funcionar", desabafa um morador depois de a autarquia ter criado um novo circuito de recolha que abrange aquela área. Entretanto, a Câmara Municipal vai lançar um Concurso Público Internacional para o fornecimento e instalação de 100Ecopontos de Superfície, cujo valor estimado é de duzentos mil euros, acrescido de IVA à taxa legal em vigor. A abertura deste concurso surge na sequência da necessidade de aumentar o número de pontos de deposição - ecopontos - a colocar à disposição da população, para o aumento da capacidade de recolha de fracções valorizáveis, de forma a diminuir a quantidade de resíduos encaminhados para destino final.

In Jornal da Região - Edição Amadora - 14.02.2007

Junta de Freguesia de Alfornelos defende peões

A forte densidade populacional e o crescente número de carros por família são os factores
que agravam os problemas de estacionamento da freguesia de Alfornelos. Ao longo dos últimos meses, de forma faseada, a junta de freguesia tem vindo a colocar pilaretes e a substituir outros
mais antigos nalgumas das principais artérias de Alfornelos, como forma de evitar situações de estacionamento abusivo. A última empreitada aconteceu recentemente na Praceta Isabel Aboim
Inglês,umdos casosmais flagrantes em toda a freguesia. "A travessa tem um passeio largo e estava constantemente ocupado por carros. Colocámos os pilaretes mas deixámos alguma margemno passeio para os carros poderem ser estacionados, salvaguardando a circulação dos peões", explica Jorge Nunes, presidente da junta. Na mesma praceta existem várias garagens,
constantemente obstruídas por viaturas mal estacionadas. Por outro lado, "aquela é uma zona de passagem de muitas crianças que se viam obrigadas a circular pela estrada", acrescenta. O trabalho de ordenamento do estacionamento tem dado os seus frutos. "Dos cem pilaretes
que encomendei já só temos 13", frisa o edil. "Temos recebido muitas cartas de moradores a agradecer a colocação dos pilaretes porque havia casos gritantes. Pessoas que queriam sair de suas casas com carrinhos de bebé, por exemplo, e não conseguiam", alerta Jorge Nunes. Mas, uma intervenção deste género nunca agrada a todos. "Às vezes, à noite, ando meia hora às voltas à procura de um lugar para estacionar. É cada vez mais difícil estacionar em Alfornelos", lamenta Sofia Esteves, uma moradora. "Começaram pela medida mais drástica, ao impedir estacionar em cima dos passeios, quando deveriam primeiro criar mais lugares através
do ordenamento das ruas", acusa outra moradora.

In Jornal da Região - Edição Amadora - 28.2.2007

4km para andar a pé ou de bicicleta

Tendo em conta a forte utilização da Estrada dos Salgados, junto ao metro da Falagueira, para a prática de actividades desportivas e de lazer, a Câmara Municipal decidiu prolongar este espaço até à freguesia de Alfornelos. "A pista estava feita entre a estação do metro e a entrada da Brandoa e agora estamos a prolongá-la para Alfornelos, com o alargamento do passeio do lado direito, criando quase quatro quilómetros de pista para passeios a pé ou de bicicleta", realça Gabriel Oliveira, vereador responsável pelo pelouro de Obras na autarquia.

In Jornal da Região - Edição Amadora de 7.3.2007

Peões limitados por carros mal estacionados

A normal circulação dos peões nos passeios da Travessa Ordem Militar do Hospital, na Falagueira, é constantemente comprometida perante a falta de cidadania de muitos. "Há desrespeito dos condutores que insistem em estacionar em cima do passeio. Esta situação dificulta a passagem de pessoas com dificuldades motoras, pais com carrinhos de bebé, cidadãos que precisam de andar em cadeiras de rodas e também portadores de deficiência visual", lamenta José Antunes, um morador. Gabriel Oliveira, vereador responsável pela área do trânsito na Câmara Municipal da Amadora, lamenta esta situação porque a rua já teve pilaretes e estes foram destruídos e vandalizados.
"Vamos ter de colocar novos pilaretes para substituir os que foram destruídos indevidamente",
acrescenta.

In Jornal da Região - Edição Amadora de 7.3.2007

Maior tela do Mundo sobre água e ambiente

Vai ter quatro quilómetros de extensão e candidata-se a entrar para o Guiness, o livro dos recordes. A execução da maior pintura em extensão do Mundo só vai acontecer a 16 de Junho, mas estão já a ser dados os primeiros passos para a iniciativa que pretende mobilizar milhares de pessoas. "A Câmara inscreveu a iniciativa na página do GuinessWorld Records e vai assinar
um protocolo de colaboração com o Círculo Cultural Artur Bual", explica António Moreira, vereador responsável pelo pelouro da cultura na autarquia. Esta acção visa a promoção do processo artístico junto de diferentes gerações e o incentivo da comunidade na promoção da cidadania e da tolerância, superando as diferenças de raça ou origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade ou outras. Isto porque, a organização do evento, que vai decorrer no antigo quartel dos Comandos, na Amadora, espera que no local apareçam quatro a cinco mil pessoas.
"Disponibilizamos t-shirts, pincéis e tintas para quem quiser dar um contributo", acrescenta o responsável. Simultaneamente, decorrerá um conjunto de iniciativas de animação no espaço ao ar livre. A maior tela em extensão do Mundo vai ter como tema a água e o ambiente e pretende
superar o actual recorde de 3500 metros, alcançado na Roménia.

In Jornal da Região - Edição Amadora de 7.3.2007

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Amadora abdica de mecanismo legal que permite a penalização de casas degradadas


Os proprietários de prédios degradados apenas são penalizados, em sede fiscal, em 7% dos concelhos portugueses. Segundo dados pedidos pelo DN ao Ministério das Finanças, dos 308 concelhos, só 23 fazem uso da norma do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), que permite às câmaras majorarem até 30% a tributação sobre imóveis em mau estado de conservação.

No total, são 1544 prédios que, em 2006, foram objecto de um agravamento fiscal. Um número insignificante face aos 92 mil edifícios muito degradados (dos 3,2 milhões existentes) que o Instituto Nacional de Estatística contabilizou em 2001. A estes acresciam ainda outros 163 mil, que careciam então de "grandes reparações". Passados seis anos, alguns destes 255 mil imóveis terão sido demolidos e outros reparados, mas muito mais terão engrossado aquela lista. E outros estarão agora mais degradados do que estavam então.

A possibilidade de majorar a taxa de IMI para os prédios degradados consta no CIMI desde 2003. O n.º 7 do artigo 112.º refere que "os municípios, mediante deliberação da assembleia municipal, podem majorar até 30% a taxa aplicável a prédios urbanos degradados, considerando-se como tais os que, face ao seu estado de conservação, não cumpram satisfatoriamente a sua função ou façam perigar a segurança de pessoas e bens".

O número de municípios a fazer uso desta norma tem vindo a aumentar. Dos 11 em 2004, passou-se para 16 no ano seguinte e 23 em 2006. Porém, o número de prédios afectados sofreu uma redução, passando de 2553, em 2005, para 1544 em 2006.

Mas quais são esses 23 concelhos? Essa é a pergunta que as Finanças não respondem. Apesar da insistência do DN, fonte oficial explicou que esta informação é sigilosa e que a sua divulgação cabe às câmaras. "A decisão dos municípios em aplicar uma taxa majorada resulta de deliberação da respectiva assembleia municipal, devendo constar das respectivas actas as razões para esse facto, que são de consulta pública."

Perante isto, e na impossibilidade de contactar cada uma das 308 câmaras do País, o DN pediu informações a alguns dos principais concelhos. Das 11 autarquias contactadas, apenas três não responderam (Loures, Évora e Faro). Das restantes oito, só metade accionou o mecanismo legal. A Câmara do Porto identificou 94 situações passíveis da majoração em 30% da taxa de IMI, enquanto Coimbra optou por uma majoração de 20%. As assembleias municipais de Lisboa e Cascais também já aprovaram as respectivas penalizações, mas ainda não as executaram. Pelo contrário, Almada, Oeiras, Amadora e Setúbal optaram por abdicar deste mecanismo.

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) atribui esta fraquíssima adesão das câmaras a esta norma ao "bom senso". Fonte da associação referiu que muitos municípios abdicam daquele instrumento fiscal porque sabem que grande parte dos imóveis deteriorados pertencem a proprietários que estão descapitalizados em virtude do "congelamento" das rendas antigas. "Enquanto a nova lei das rendas não gerar efeitos, é muito difícil introduzir este princípio", disse.

Já "nos prédios desocupados, em condições de serem habitados, esse problema já não se coloca". A ANMP relembra que a penalização dos fogos vagos foi uma proposta sua, aceite por José Luís Arnaut, quando este preparava a primeira versão da lei das rendas. O novo Governo socialista deu seguimento a este projecto mas levou mais longe a penalização, que passou de uma majoração de 30% para a duplicação da taxa. Assim, os municípios passaram a poder penalizar os fogos que não estando degradados se encontrem desocupados.

In Diário de Notícias - 26.02.2007

domingo, fevereiro 25, 2007

Obras intermináveis na Av. Doutor Fernando Piteira Santos

Recebemos o seguinte e-mail que passamos a transcrever:

Boa tarde,

A Av. Doutor Fernando Piteira Santos está em obras há quase 1 ano, e sem fim à vista.

Os moradores dos Moinhos da Funcheira que todos os dias a utilizam para chegar ao
centro da Amadora, ou os condutores que por ali passam para chegar ao acesso
CRIL/CREL, têm todos os dias de passar pelo mesmo: buracos no pavimento que se tornam
impossíveis de evitar (uma vez que são tantos!!!), transito lento devido não só à
qualidade do pavimento, mas também porque a largura da avenida de outros tempos, está
agora reduzida a menos de metade; até à subida de passeios se tem de recorrer, para
evitar choques frontais com outros veículos que circulam em sentido contrário.

Todos os dias, quem por ali passa, vê 1 ou 2 trabalhadores na zona, o que de facto
faz com que a velocidade dos trabalhos seja muito reduzida... e daí que já tenha
passado quase 1 ano e poucas novidades existem no local.



O que leva a que uma Avenida tão movimentada como esta, que serve de ligação entre os
moradores dos Moinhos da Funcheira com o resto da cidade, e como acesso a outras
localidades através da CRIL/CREL, esteja tanto tempo nestas condições deploráveis?!

Existem outras obras do género na zona, que decorrem com rapidez, e que de facto me
deixam orgulhosa do local onde habito, dou, por isso e desde já, os parabéns, mas não
posso deixar de alertar, como moradora, para o que se passa nesta avenida por onde
circulo pelo menos 2 vezes por dia.

Atentamente,

Elsa Santos

Uma moradora

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Alfornelos tenta parar CRIL no tribunal


A Associação Cívica de Moradores de Alfornelos (ACMA), na Amadora, entregou no Tribunal de Sintra uma providência cautelar e uma acção a pedir a anulação do concurso para a finalização da Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL) entre a Buraca e a Pontinha.

As acções judiciais foram apresentadas na semana passada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra contra a Estradas de Portugal (EP), o Instituto do Ambiente, a Secretaria de Estado do Ambiente e os ministérios do Ambiente e Obras Públicas.
Vítor Farola, da ACMA, explicou que a providência cautelar e a acção principal visam pedir a anulação do concurso público, lançado em Janeiro pela EP, para a construção dos 3,6 quilómetros que faltam para fechar a CRIL e "obrigar" o Governo a "estudar as alternativas" de traçado para esta estrada, nomeadamente a passagem por "terrenos livres" da Falagueira/Venda Nova, para onde está previsto uma urbanização.
A ACMA, constituída como organização não governamental para o ambiente, acusa a Câmara da Amadora e o Governo de pôr esta opção, "mais barata", "na gaveta", para "não ir contra interesses imobiliários."
"A base de que partiu a ACMA é que existe mais do que duas mãos cheias de ilegalidades do ponto de vista da poluição, ruído e da protecção da população", disse, por sua vez, o advogado que representa a associação de moradores, Domingos Lopes.
O Ministério do Ambiente afirma que "aguarda pela decisão do tribunal", mas que "tem consciência de que foi feita uma avaliação de impacte ambiental que espelha a declaração de impacte ambiental favorável condicionada" emitida em 2004.
Já o Ministério das Obras Públicas não comenta a situação. A EP refere que está "neste momento a proceder à análise" da "relevância" dos argumentos apresentados pela ACMA.
A solução do Governo para concluir esta via rápida prevê a preservação do Aqueduto das Águas Livres e o atravessamento em túnel do bairro de Santa Cruz e da Damaia, em vez dos viadutos. A via foi também afastada dos prédios de habitação na zona de Alfornelos. Contudo, a população considera que as alterações não vão travar problemas ambientais e de segurança e, por outro lado, vão "emparedá-la" entre eixos viários de grande tráfego.

22.02.2007 - Jornal Público

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

O triste hábito de estacionar os carros nos passeios


Vários moradores de Alfornelos, na Amadora, queixam-se da falta de estacionamento. Mas a situação piorou nos últimos tempos, com a colocação de pilaretes em algumas zonas da freguesia que impedem os automobilistas de deixar os carros em cima dos passeios à noite, o que era para muitos a única alternativa. O presidente da Junta de Freguesia, Jorge Nunes, garante que esta medida foi tomada "a pedido de outros moradores que se sentiam prejudicados".

Estacionar em Alfornelos durante a noite nunca foi tarefa fácil mas, devido à recente colocação de pilaretes, a situação piorou substancialmente. Desde a década de 70 que a freguesia assistiu a uma explosão de construção, sem que fossem assegurados lugares para os carros, tornando-a muito carente de estacionamento. Para quem vive no bairro, muitas vezes a solução passa por deixar o carro em cima dos passeios, à noite, quando a falta de lugares é mais sentida.

"Estamos a assistir à proliferação de pilares impeditivos do estacionamento nocturno em cima de passeios por onde nenhum peão passa nem de dia, muito menos à noite", lamenta Nuno Rodrigues, morador em Alfornelos, numa carta enviada à Câmara Municipal da Amadora (CMA). "Começaram pela medida mais drástica, ao impedir estacionar em cima dos passeios, quando deveriam primeiro criar mais lugares através do ordenamento das ruas", acusa outra moradora.

Embora viva em Alfornelos há apenas um ano, Ana Graciete tem sentido muitas dificuldades em estacionar o carro. "Chego a estar meia hora às voltas para tentar encontrar um lugar. Durante a noite, é mais complicado, mas às vezes também já se sente dificuldade durante o dia".

Já António Manuel, morador há 22 anos na freguesia, defende a colocação dos pilaretes porque à entrada do prédio onde vive "costumavam estacionar carros e muitas vezes ninguém conseguia entrar". Contudo, reconhece que a medida da Junta de Freguesia teve poucos efeitos. "Agora temos menos lugares e os carros continuam a estacionar mal. Não ficam em cima dos passeios, ficam nas faixas de rodagem, impedindo os carros de circularem", garante.

A colocação dos pilaretes já levou o PCP de Alfornelos a entregar dois requerimentos à Junta de Freguesia. "Questionámos o presidente, em Junho do ano passado, sobre os critérios usados para implementar os pilaretes e qual a empresa a que foi adjudicada a obra. Como a resposta não nos satisfez, voltámos a entregar um outro requerimento no fim de Janeiro", disse, ao JN, Henrique Lopes Mendonça, membro da Assembleia de Freguesia eleito pelo PCP.

O presidente da Junta, Jorge Nunes, garante que os pilaretes pretendem "dar resposta a solicitações de moradores que se sentiam prejudicados. Nomeadamente na Praceta Isabel Aboim Inglês". Paralelamente, "construímos um parque de estacionamento ao fundo da Rua Damião de Góis que dificilmente esgota", disse, adiantando que "está prevista ainda uma empreitada, por parte da CMA, para pintura dos locais de estacionamento e de passadeiras para ordenar as ruas". Para oferecer alternativas aos moradores, Jorge Nunes adianta que estão a "dar apoio à construção de um parque de estacionamento subterrâneo. É uma iniciativa dos moradores e o espaço será cedido pela CMA. Um projecto que será para cerca de 160 viaturas". Há moradores que se mostram cépticos em relação a esta medida. "Falou-se em 15 mil euros só por um parqueamento, acho que não compensa", afirma António Manuel.

In Jornal de Notícias - 21.02.2007