terça-feira, outubro 30, 2007
A fábrica de espartilhos, o berço da aviação e os moinhos
Seria mau para o negócio ter uma fábrica de espartilhos na Porcalhota?
O empresário Santos Mattos não pensou que assim fosse e, em 1892, fundou naquela localidade a fábrica de espartilhos a vapor, com loja na Rua do Ouro, em Lisboa. Isso mesmo é comprovado por um prospecto antigo, exibido recentemente na exposição 100 anos-Amadora, na Casa Roque Gameiro. Um folheto mais recente situava na Amadora a fábrica da casa de espartilhos, cintas e soutiens - única "no seu género".
A mostra, comissariada por João Castela Cravo, apresentava também a petição apresentada ao rei para que as três localidades da Porcalhota, Amadora e Venteira, da freguesia de Benfica e concelho de Oeiras, passassem a designar-se apenas por Amadora, por se tratar do sítio que "excede os outros em densidade de população, aformosamento" e progresso. Os signatários fundamentam a reclamação com anterior substituição de "malsonantes designações como Punhete, Farinha Podre, Lava-Rabos e outras mais". A estação do caminho-de-ferro só abandonou o desonroso nome em Fevereiro de 1908.
Porcalhota terá origem na alcunha dada à filha de Vasco Porcalho, nobre com propriedades na região. Em 1912, a Amadora acolheu um concurso de papagaios que marca o início da aventura aeronáutica. No ano seguinte, segundo resenha de M. Lemos Peixoto (CMA), foi avistado o primeiro avião a cruzar os céus da localidade. Sucederam-se, durante um quarto de século, partidas de "algumas das mais importantes viagens da aviação nacional", nomeadamente à Madeira, Macau, Goa, Guiné, Angola e Timor. O concelho possui como importante vestígio de ocupação do Neolítico a necrópole de Carenque. Um levantamento citado num artigo de João Viegas e Jorge Miranda, na Etnografia da Região Saloia (Instituto de Sintra, 1999), referenciou 61 moinhos na Amadora, entre os séculos XVIII-XX, dos quais dez na Falagueira.
Fonte: Público - 28.10.2007
100 anos depois, o último sopro da tradição rural na Porcalhota
A antiga Porcalhota deu lugar, por decreto real de 28 de Outubro de 1907, à Amadora. No futuro da cidade não há lugar à ruralidade.
Joaquim Raposo assegura que o novo centro, na Falagueira, não será feito só com habitação, mas também com equipamentos.
Manuel Cardeal apoia-se no cajado e olha para a ainda extensa área de pasto entre a Falagueira e a Brandoa. "Tudo acaba", desabafa. Faz hoje 100 anos, um decreto do rei D. Carlos mudou o nome de Porcalhota para Amadora. A cidade está longe da "cidade-jardim" ambicionada pelos seus fundadores. Mas o território onde o pastor sempre viveu pode sofrer uma profunda transformação, se for por diante a criação de uma nova "centralidade" urbana.
Diariamente, milhares de pessoas são engolidas pelo metro da Falagueira. Manuel Cardeal, 72 anos, percorre os caminhos vizinhos com o rebanho de uma centena de ovelhas. Num concelho marcado pela densificação urbana, o pastor ocupa as manhãs da reforma a apascentar os animais nos últimos espaços livres do betão. Por quanto tempo, não sabe. Uma "dor numa anca" parece o sinal para assentar. O que não o deixa mais feliz, pois habituou-se à vida ao ar livre, mesmo quando empregado, como "complemento" para criar os filhos.
"O meu avô cultivava estes campos e dizia que dava mais um hectare de trigo aqui do que cinco hectares em alguns pontos do Alentejo", conta Manuel Cardeal, mirando do alto da encosta para as terras rasgadas pela estrada dos Salgados, que liga a Falageira à Pontinha. Esta zona de grandes propriedades agrícolas abastecia Lisboa. A Quinta do Tivoli, por exemplo, fornecia as unidades hoteleiras com o mesmo nome. Na Quinta do Estado, as instalações pecuárias estão ao abandono e só alguns terrenos são ainda aproveitados.
O pastor trabalhou na antiga Fábrica dos Ossos, no alto da Brandoa. Os ossos eram triturados e, transformados em carvão animal, serviam para refinar açúcar. A fábrica fechou e dela restam alguns muros. A vida melhorou com o emprego na Cel Cat, na Venda Nova, que transformava cobre em bruto em fios.
Era a época da intensa actividade industrial que levou para a área até à Reboleira unidades de produção de vidro e borracha ou metalomecânica e metalúrgica, como a Sorefame e Cometna. A necessidade de habitações baratas para o operariado impulsionou a construção, legal e clandestina. As enormes instalações fabris encontram-se agora tomadas pela ferrugem e ervas daninhas. Numas quantas funcionam médias empresas. A indústria farmacêutica parece prosperar. Na manhã de sexta-feira, num antigo armazém, meia dúzia de pessoas escutam, numa ampla plateia de cadeiras de plástico vazias, a homilia de um "pastor" no "Templo Sede da Assembléia de Deus do Ministério do Avivamento".
Manuel Cardeal recorda o tempo em que a Falagueira "era uma família com 30 moradores". "Já não se cultiva nada. Tudo acaba". O desabafo confirma o fim da tradição rural. As raras excepções encontram-se nas bermas das vias rápidas, como o IC19, ou na encosta da Brandoa, salpicada de barracos agrícolas. As azeitonas secam nas oliveiras. Pela hora do almoço recolhe as ovelhas com a ajuda dos cães. O ti Manuel antecipa a satisfação com o aniversário de uma das netas. No fim-de-semana em que a Amadora também cumpre um século.
A melhor água-pé
Na Rua Elias Garcia, o trânsito intenso avança ao sabor da vontade dos semáforos. A estrada atravessa o Bairro do Bosque, sítio da Porcalhota original. A antiga Vila Martelo, perto do quartel dos bombeiros, permanece de pé com as fachadas arruinadas. Oficinas abandonadas e casas entaipadas coexistem a poucos metros com modernos edifícios. Ironia, ou não, um cartaz camarário proclama "qualidade de vida" alcançada com os jardins criados na cidade. Ao cima da rua, a ribeira da Falagueira é disso testemunho, com o amplo espaço verde no lugar antes ocupado por barracas. O comércio tradicional vai resistindo à concorrência das grandes superfícies. É o caso da taberna e carvoaria a funcionar num edifício térreo. Um papel afixado à porta anuncia "a melhor água pé da Amadora".
"Ia levar carvão à Venda Nova em cestos à cabeça, com os filhos pela mão a chorar. Agora vêm cá buscar", conta Rita Madeira, 79 anos. Há meio século trocou a distante Vila Nova de Cerveira pelo namorado que a mandou buscar após montar a taberna. Os clientes são recebidos por uma fila de pipas. A marca B ou T indica a tonalidade e sabor do que levam dentro. Uns carapaus de escabeche numa vitrina convidam a uma "taçinha", como se diz hoje, em vez do "copo de três" de antanho.
"O negócio já esteve melhor", confessa a comerciante. O vinho tem mais saída. Para trás ficou o tempo em que carvão e petróleo eram a principal energia doméstica. Rita Madeira mostra agrado pela evolução que a Amadora conhece, com os espaços verdes, as escolas e as creches. Só o trânsito a incomoda. Mas não ao ponto de regressar à terra natal e menosprezar a cidade que lhe permitiu dar aos filhos vida diferente da sua: "Vim de lá com a roupa do corpo. Que saudades é que deixei lá?"
Fonte: Público - 28.10.2007
Programa HiperNatura recupera 20 jardins públicos no país
Debaixo do Jardim do Príncipe Real, no Museu da Água, a humidade do ar recorda o cheiro a terra de um jardim acabado de regar. Os holofotes verdes recriam a sombra das árvores o que, juntamente com alguns tapetes de relva, transforma este espaço num verdadeiro jardim de inverno. Foi este o cenário que os responsáveis pelo HiperNatura escolheram para apresentar o seu novo programa que tem um objectivo ecológico: recuperar 20 jardins públicos em 20 autarquias do país.
O HiperNatura resulta de uma parceria entre o hipermercado Continente, a revista "Visão" e a associação ambientalista Quercus. “Preservar, promover, modernizar e edificar” são as palavras-chave deste projecto para o director de Marketing do Continente, Miguel Rangel. Para além disso, em cada um dos 20 jardins remodelados, pretende-se sensibilizar os cidadãos para diversos temas relacionados com o ambiente e a ecologia, pelo que as sugestões da Quercus em cada jardim são fundamentais.
E porque, como disse Albert Schweitzer, “dar o exemplo não é a melhor forma de influenciar os outros – é a única”, e o ambiente não é uma questão estanque, cada jardim será pensado e adaptado às pessoas daquela zona, tendo sempre em consideração as suas necessidades, mas não esquecendo também a preservação da biodiversidade para tentar tornar Portugal mais verde.
As formas de intervenção podem ser feitas de várias maneiras. Revitalizar um espaço degradado, modernizá-lo, ou construir de raiz um jardim a partir de um terreno baldio, são algumas das possibilidades. Criar percursos pedonais, integrar parques infantis, zonas radicais e de lazer é outra alternativa. Nas 20 intervenções a fauna, a flora e as espécies animais presentes vão ser prioritárias, pelo que estarão identificadas.
O jardim ideal
Susana Fonseca, vice-presidente da Quercus, disse que o facto de as pessoas se apoiarem muito nos poucos espaços verdes que existem “é a prova de como necessitam deles”. A ambientalista descreveu o jardim ideal como “um espaço diversificado mas com natureza própria do país e adaptada às suas condições climáticas”. Para Susana Fonseca, “um jardim relvado e com palmeiras não é de todo o indicado” e corresponde a um imaginário que construímos desde crianças.
Além disso, considerou essencial uma óptima gestão da água nestes espaços, usar adubo orgânico para compostagem, mobiliário feito a partir de materiais reciclados, e que as pessoas tenham contacto com “plantas de diferentes cores, texturas e cheiros”, de forma poderem envolver-se com elas. “A Gulbenkian é um excelente exemplo de um jardim que nos permite afastarmo-nos da cidade, deixar de ouvir os carros, fundirmo-nos com a natureza”, exemplificou a ambientalista.
O secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão, considerou a iniciativa uma forma de exercício da “responsabilidade social no dia-a-dia” e um exemplo de como deve ser “o novo modelo de governação urbana, sem desresponsabilizar a administração pública”.
O exemplo da Amadora
A Câmara Municipal da Amadora tem sido uma das mais entusiastas com este projecto que se “interliga com uma série de outros que se estão a desenvolver”, como referiu Gabriel Oliveira, responsável pelo pelouro dos Espaços Verdes. O que torna mais curiosa a adaptação para circuito de corrida dos quase cinco quilómetros da Estrada dos Salgados é o facto de aquele sítio ter começado a ser utilizado por “um grupo de idosos da Brandoa que decidiu começar a andar a pé depois do jantar em vez de ficar em casa a ver a novela da noite”, explicou.
A estes pioneiros de um hábito saudável seguiram-se muitos outros e, agora, “centenas de pessoas usam este percurso para manutenção”, acrescentou. A Câmara da Amadora vai também reconverter o Parque Central num parque temático sobre a água, inspirado do parque da Playmobil, em Nuremberga, e que se chamará “Fun Park”.
O HiperNatura arrancou em Maio e custará 600 mil euros. Até agora 12 delas já escolheram os espaços a trabalhar, e as outras oito, apesar de já terem aceite a proposta, estão ainda a decidir. Em Viana do Castelo recuperar-se-á o Jardim de S. Vicente, em Vila Real os Parques Congo e Florestal, em Maia o Jardim de Gueifães, no Porto os jardins do Palácio de Cristal, em Matosinhos o Parque do Carriçal, em Ovar o Jardim Almeida Garrett, em Viseu o Jardim Santo António, na Covilhã o Jardim do Laço, em Coimbra o Parque Aventura, em Leiria o Parque Radical, na Amadora o Circuito Pedonal Estrada dos Salgados e em Cascais o Pedra Amarela, campo base no Parque Natural Sintra/Cascais. Albufeira, Guimarães, Lisboa, Loures, Portimão, São João da Madeira, Seixal e Vila Nova de Gaia ainda não escolheram o local.
Fonte: Público
25.10.2007
Notícia recebida por e-mail. Obrigado Blog Vila Chã
O HiperNatura resulta de uma parceria entre o hipermercado Continente, a revista "Visão" e a associação ambientalista Quercus. “Preservar, promover, modernizar e edificar” são as palavras-chave deste projecto para o director de Marketing do Continente, Miguel Rangel. Para além disso, em cada um dos 20 jardins remodelados, pretende-se sensibilizar os cidadãos para diversos temas relacionados com o ambiente e a ecologia, pelo que as sugestões da Quercus em cada jardim são fundamentais.
E porque, como disse Albert Schweitzer, “dar o exemplo não é a melhor forma de influenciar os outros – é a única”, e o ambiente não é uma questão estanque, cada jardim será pensado e adaptado às pessoas daquela zona, tendo sempre em consideração as suas necessidades, mas não esquecendo também a preservação da biodiversidade para tentar tornar Portugal mais verde.
As formas de intervenção podem ser feitas de várias maneiras. Revitalizar um espaço degradado, modernizá-lo, ou construir de raiz um jardim a partir de um terreno baldio, são algumas das possibilidades. Criar percursos pedonais, integrar parques infantis, zonas radicais e de lazer é outra alternativa. Nas 20 intervenções a fauna, a flora e as espécies animais presentes vão ser prioritárias, pelo que estarão identificadas.
O jardim ideal
Susana Fonseca, vice-presidente da Quercus, disse que o facto de as pessoas se apoiarem muito nos poucos espaços verdes que existem “é a prova de como necessitam deles”. A ambientalista descreveu o jardim ideal como “um espaço diversificado mas com natureza própria do país e adaptada às suas condições climáticas”. Para Susana Fonseca, “um jardim relvado e com palmeiras não é de todo o indicado” e corresponde a um imaginário que construímos desde crianças.
Além disso, considerou essencial uma óptima gestão da água nestes espaços, usar adubo orgânico para compostagem, mobiliário feito a partir de materiais reciclados, e que as pessoas tenham contacto com “plantas de diferentes cores, texturas e cheiros”, de forma poderem envolver-se com elas. “A Gulbenkian é um excelente exemplo de um jardim que nos permite afastarmo-nos da cidade, deixar de ouvir os carros, fundirmo-nos com a natureza”, exemplificou a ambientalista.
O secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão, considerou a iniciativa uma forma de exercício da “responsabilidade social no dia-a-dia” e um exemplo de como deve ser “o novo modelo de governação urbana, sem desresponsabilizar a administração pública”.
O exemplo da Amadora
A Câmara Municipal da Amadora tem sido uma das mais entusiastas com este projecto que se “interliga com uma série de outros que se estão a desenvolver”, como referiu Gabriel Oliveira, responsável pelo pelouro dos Espaços Verdes. O que torna mais curiosa a adaptação para circuito de corrida dos quase cinco quilómetros da Estrada dos Salgados é o facto de aquele sítio ter começado a ser utilizado por “um grupo de idosos da Brandoa que decidiu começar a andar a pé depois do jantar em vez de ficar em casa a ver a novela da noite”, explicou.
A estes pioneiros de um hábito saudável seguiram-se muitos outros e, agora, “centenas de pessoas usam este percurso para manutenção”, acrescentou. A Câmara da Amadora vai também reconverter o Parque Central num parque temático sobre a água, inspirado do parque da Playmobil, em Nuremberga, e que se chamará “Fun Park”.
O HiperNatura arrancou em Maio e custará 600 mil euros. Até agora 12 delas já escolheram os espaços a trabalhar, e as outras oito, apesar de já terem aceite a proposta, estão ainda a decidir. Em Viana do Castelo recuperar-se-á o Jardim de S. Vicente, em Vila Real os Parques Congo e Florestal, em Maia o Jardim de Gueifães, no Porto os jardins do Palácio de Cristal, em Matosinhos o Parque do Carriçal, em Ovar o Jardim Almeida Garrett, em Viseu o Jardim Santo António, na Covilhã o Jardim do Laço, em Coimbra o Parque Aventura, em Leiria o Parque Radical, na Amadora o Circuito Pedonal Estrada dos Salgados e em Cascais o Pedra Amarela, campo base no Parque Natural Sintra/Cascais. Albufeira, Guimarães, Lisboa, Loures, Portimão, São João da Madeira, Seixal e Vila Nova de Gaia ainda não escolheram o local.
Fonte: Público
25.10.2007
Notícia recebida por e-mail. Obrigado Blog Vila Chã
Executivo camarário aprova subida do IMI para 2008
A Câmara da Amadora anunciou hoje a aprovação do aumento, em 0,5%, do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para prédios não arrendados e não transmitidos em 2008, medida considerada «desnecessária» e «exagerada» pela CDU concelhia.
Segundo informação disponibilizada pela autarquia, a definição do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em 7,5% terá ainda de ser submetida à Assembleia Municipal, tal como a intenção do executivo camarário de manter em 0,5% a taxa para prédios urbanos transmitidos sob a vigência do Código do IMI e de aplicar minorações ou majorações, em 20% do imposto, em função do estado de conservação dos edifícios de algumas zonas.
Aos deputados municipais caberá ainda votar sobre a proposta camarária de lançar, no próximo ano, uma derrama de 1,5% (valor máximo) sobre a colecta do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC), uma medida definida pelo executivo como um «reforço fundamental» para compensar os investimentos de qualificação urbanística, elevar o «quadro de vida dos munícipes» e promover a coesão social.
Para o vereador da CDU na Câmara da Amadora, João Bernardino, o aumento do IMI é, no entanto, uma carga excessiva para os contribuintes, que acabam sempre por ser «sacrificados» em nome dos investimentos públicos.
«Estamos em total desacordo, porque este aumento é exagerado e desnecessário, não tem qualquer razão de ser. Em 1997, a Câmara arrecadava seis milhões de euros com a então designada Contribuição Autárquica e, dez anos depois, arrecada praticamente 18 milhões, o que é uma subida brutal», explicou à Lusa João Bernardino, assegurando que uma taxa na ordem dos 0,6% seria já suficiente para comportar as despesas municipais.
Quanto à derrama proposta pelo executivo liderado por Joaquim Raposo (PS), o vereador concorda com a aplicação da taxa máxima, mas defende a sua isenção para as pequenas empresas.
«É necessário fazer investimento, mas não pode ser sempre à custa dos mais necessitados, sem grande capacidade de resposta. O orçamento de Estado deveria ter isto em conta», concluiu.
Diário Digital / Lusa
29-10-2007 18:31:17
Segundo informação disponibilizada pela autarquia, a definição do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em 7,5% terá ainda de ser submetida à Assembleia Municipal, tal como a intenção do executivo camarário de manter em 0,5% a taxa para prédios urbanos transmitidos sob a vigência do Código do IMI e de aplicar minorações ou majorações, em 20% do imposto, em função do estado de conservação dos edifícios de algumas zonas.
Aos deputados municipais caberá ainda votar sobre a proposta camarária de lançar, no próximo ano, uma derrama de 1,5% (valor máximo) sobre a colecta do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC), uma medida definida pelo executivo como um «reforço fundamental» para compensar os investimentos de qualificação urbanística, elevar o «quadro de vida dos munícipes» e promover a coesão social.
Para o vereador da CDU na Câmara da Amadora, João Bernardino, o aumento do IMI é, no entanto, uma carga excessiva para os contribuintes, que acabam sempre por ser «sacrificados» em nome dos investimentos públicos.
«Estamos em total desacordo, porque este aumento é exagerado e desnecessário, não tem qualquer razão de ser. Em 1997, a Câmara arrecadava seis milhões de euros com a então designada Contribuição Autárquica e, dez anos depois, arrecada praticamente 18 milhões, o que é uma subida brutal», explicou à Lusa João Bernardino, assegurando que uma taxa na ordem dos 0,6% seria já suficiente para comportar as despesas municipais.
Quanto à derrama proposta pelo executivo liderado por Joaquim Raposo (PS), o vereador concorda com a aplicação da taxa máxima, mas defende a sua isenção para as pequenas empresas.
«É necessário fazer investimento, mas não pode ser sempre à custa dos mais necessitados, sem grande capacidade de resposta. O orçamento de Estado deveria ter isto em conta», concluiu.
Diário Digital / Lusa
29-10-2007 18:31:17
quarta-feira, outubro 24, 2007
Bicicletada / Massa Crítica
Aveiro, Coimbra, Lisboa e Porto
26 de Outubro, sexta-feira 18h00
Aparece e traz amigas/os!
* Aveiro - Início de encontro na Praça Melo Freitas (perto do Rossio)
* Coimbra - Concentração no Largo da Portagem, junto à estátua do Mata Frades.
* Lisboa - Concentração na Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII.
* Porto - Concentração na Praça dos Leões.
Mais informações:
http://massacriticapt.net/
26 de Outubro, sexta-feira 18h00
Aparece e traz amigas/os!
* Aveiro - Início de encontro na Praça Melo Freitas (perto do Rossio)
* Coimbra - Concentração no Largo da Portagem, junto à estátua do Mata Frades.
* Lisboa - Concentração na Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII.
* Porto - Concentração na Praça dos Leões.
Mais informações:
http://massacriticapt.net/
segunda-feira, outubro 22, 2007
Manifestação Contra a Experimentação Animal
Nesta 5.ª Feira, 25 de Outubro, às 16h, PARTICIPE na Manifestação Contra a Experimentação Animal, frente ao Ministério da Agricultura, na Praça do Comércio, em LisboaPela Boa Ciência, Sem Violência :: ManifestoANIMAL.org
Pelo Fim dos Crimes Sem Castigo
sexta-feira, outubro 19, 2007
Festival Internacional de Banda Desenhada 2007
18.º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora
De 19 de Outubro a 4 de Novembro
Fórum Luís de CamõesCasa Roque Gameiro
Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem
Galeria Municipal Artur Bual
Recreios da Amadora
Mais informações aqui
quarta-feira, outubro 10, 2007
Destaques do Jornal da Região - Amadora - 9.10.2007
Polícia Municipal à espera de meios
Festival de Banda Desenhada da Amadora
Caminhada da Saúde
Dia do Animal celebrado na Amadora
Metro Ligeiro de Superfície só para a Amadora
Alunos da Seomara da Costa Primo lançam jornal
Leia notícias
Festival de Banda Desenhada da Amadora
Caminhada da Saúde
Dia do Animal celebrado na Amadora
Metro Ligeiro de Superfície só para a Amadora
Alunos da Seomara da Costa Primo lançam jornal
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segunda-feira, outubro 08, 2007
quinta-feira, outubro 04, 2007
quarta-feira, outubro 03, 2007
terça-feira, setembro 25, 2007
Massa Critica dos Executivos - 28 de Setembro
Nesta edição faremos a Massa Crítica dos Executivos, para mostrar que a bicicleta não é apenas para lazer ou para desporto, mas também um meio de transporte que pode e deve ser usado por qualquer pessoa em qualquer ocasião.
sexta-feira, setembro 21, 2007
Lixo e má qualidade de vida dos cidadãos da Amadora
E-mail recebido a 20.09.2007:
Caros senhores
Não me parece que iniciativas,.que parecem apoiar no vosso blog (
http://ambientalistasdaamadora.blogspot.com), como a "Semana da Mobilidade"
ou as críticas aos carros em cima dos passeios contribuam mais para a
qualidade de vida que os cidadãos da Amadora deviam ter e não têm.
Se quiserem conhecer o que são, verdadeiramente, ameaças ao ambiente e aos
cidadãos deste concelho, talvez possam querer visitar a zona delimitada pelo
parque (?) de estacionamento (agora transformado em avenida) que acompanha a
Rua Almirante Gago Coutinho, por esta mesma rua, pela Rua Afonso de
Albuquerque e pelo centro comercial Babilónia, na Venteira..
O lixo, de toda a espécie, acumula-se pelos passeios e pelas ruas
propriamente ditas e parece que a limpeza da rua deixou de existir, pelo
menos desde que foram começadas obras na zona do centro comercial Babilónia
que - ao contrário do que pressupõe o bom relacionamento das entidades
municipais com os cidadãos - não se sabe para que servem nem quando
terminam.
Já não só os cães a fazer as suas necessidades, líquidas e sólidas, na rua
mas também, a qualquer hora, os seus humanos, de todas as cores, mal
vestidos e bem vestidos.
O trânsito é uma confusão e o estacionamento é tutelado por uma empresa
privada que (sempre com agentes da PSP, ditos "avençados" mas a passarem
multas em nome do Estado...) só se preocupa em multar a torto e a direito,
poupando os automobilistas que estacionam nos lugares para os residentes ...
sempre na expectativa de aumentar as receitas das multas graças aos
residentes mais distraídos ou desesperados!
Até parece que, com tanta confusão, os "arrumadores" fugiram do local,
porque talvez até se sintam mal aqui!
Não há iniciativas propagandísticas de quem gere a câmara que escondam a
porcaria que se abateu sobre esta zona... a vários níveis. Talvez devessem
olhar para isto...
Cumprimentos
Pedro Garcia Rosado
Caros senhores
Não me parece que iniciativas,.que parecem apoiar no vosso blog (
http://ambientalistasdaamadora.blogspot.com), como a "Semana da Mobilidade"
ou as críticas aos carros em cima dos passeios contribuam mais para a
qualidade de vida que os cidadãos da Amadora deviam ter e não têm.
Se quiserem conhecer o que são, verdadeiramente, ameaças ao ambiente e aos
cidadãos deste concelho, talvez possam querer visitar a zona delimitada pelo
parque (?) de estacionamento (agora transformado em avenida) que acompanha a
Rua Almirante Gago Coutinho, por esta mesma rua, pela Rua Afonso de
Albuquerque e pelo centro comercial Babilónia, na Venteira..
O lixo, de toda a espécie, acumula-se pelos passeios e pelas ruas
propriamente ditas e parece que a limpeza da rua deixou de existir, pelo
menos desde que foram começadas obras na zona do centro comercial Babilónia
que - ao contrário do que pressupõe o bom relacionamento das entidades
municipais com os cidadãos - não se sabe para que servem nem quando
terminam.
Já não só os cães a fazer as suas necessidades, líquidas e sólidas, na rua
mas também, a qualquer hora, os seus humanos, de todas as cores, mal
vestidos e bem vestidos.
O trânsito é uma confusão e o estacionamento é tutelado por uma empresa
privada que (sempre com agentes da PSP, ditos "avençados" mas a passarem
multas em nome do Estado...) só se preocupa em multar a torto e a direito,
poupando os automobilistas que estacionam nos lugares para os residentes ...
sempre na expectativa de aumentar as receitas das multas graças aos
residentes mais distraídos ou desesperados!
Até parece que, com tanta confusão, os "arrumadores" fugiram do local,
porque talvez até se sintam mal aqui!
Não há iniciativas propagandísticas de quem gere a câmara que escondam a
porcaria que se abateu sobre esta zona... a vários níveis. Talvez devessem
olhar para isto...
Cumprimentos
Pedro Garcia Rosado
quinta-feira, setembro 20, 2007
Destaques do Jornal da Região - Amadora - 19.09.2007
Amadora bate recorde mundial
Mais de quatro mil pessoas aderiram à iniciativa e pintaramuma tela com quatro quilómetros
de extensão, batendo um antigo recorde alcançado na Roménia. Por uma boa razão, a cidade da Amadora vai figurar no Guiness
Obras avançam na cidade
Avenidas requalificadas para tornar comércio mais atractivo
Brigada Víctor Jara vence Prémio José Afonso
Greve afecta Valorsul
Bairros e segurança dominaram sessão solene da CM da Amadora
Voluntariado empresarial cria espaço para idosos no Casal da Mira
Rotaract da Amadora, grupo de jovens do Rotary Clube, entregou 150 quilos de roupa e 50 de calçado a 3 instituições da Amadora
Vitalsport - Grande festa do desporto decorreu na Amadora
PSP ensina idosos da Buraca a prevenir assaltos
Leia estas notícias em:
Jornal da Região - Amadora - 19.09.2007
Mais de quatro mil pessoas aderiram à iniciativa e pintaramuma tela com quatro quilómetros
de extensão, batendo um antigo recorde alcançado na Roménia. Por uma boa razão, a cidade da Amadora vai figurar no Guiness
Obras avançam na cidade
Avenidas requalificadas para tornar comércio mais atractivo
Brigada Víctor Jara vence Prémio José Afonso
Greve afecta Valorsul
Bairros e segurança dominaram sessão solene da CM da Amadora
Voluntariado empresarial cria espaço para idosos no Casal da Mira
Rotaract da Amadora, grupo de jovens do Rotary Clube, entregou 150 quilos de roupa e 50 de calçado a 3 instituições da Amadora
Vitalsport - Grande festa do desporto decorreu na Amadora
PSP ensina idosos da Buraca a prevenir assaltos
Leia estas notícias em:
Jornal da Região - Amadora - 19.09.2007
Sugestões para este fim-de-semana na Amadora

21 Setembro
Ateliê Criar e Reciclar
Pombas da Paz
horário: 15h30 às 17h00
local: Biblioteca Municipal Dr. Fernando
Piteira Santos – Pólo da Boba
org.: CMA/DEC
Cinema “Casper”
horário: 16h00
local: Biblioteca Municipal Dr. Fernando
Piteira Santos – Pólo da Boba
org.: CMA/DEC
21 Setembro
Dança Clepsydra
Quórum Ballet
horário: 21h30
local: Recreios da Amadora
org.: CMA/DEC
22 Setembro a 31 Outubro Exposição Colectiva do Grupo Artefacto
horário: Segunda a Sexta das 10h00 às
12h30 e das 14h00 às 18h00
local: Centro de Arte Contemporânea
org.: CMA/DEC
22 Setembro Dia do Alentejo na Amadora
horário: 15h00
local: Coreto do Parque Central
org.: AURPIF / apoio: CMA
22 Setembro Prémio José Afonso
horário: 21h30
local: Recreios da Amadora
org.: CMA/DEC
23 Setembro Desporto na Rua
horário: 10h00 às 12h00
local: Parque Aventura
org.: CMA/DEC
Grupo de Cantares e Música Popular Janeiro Musical
horário: 15h00
local: Auditório Municipal
org.: AMBJ
Festival de Bandas Filarmónicas
horário: 15h00
local: Polidesportivo do Parque Central
org.: SFCIA / apoio: CMA
Feira do Livro / Feirarte da Amadora

Livros e artesanato no Parque Delfim Guimarães
Tem início no próximo dia 21 de Setembro, mais uma edição da Feira do Livro da Amadora, inserida nas comemorações do 28.º Aniversário do Município da Amadora, cujo tema é Livros, Um Universo de Culturas.
Com 38 pavilhões e 161 editores e cinco alfarrabistas presentes, a Feira é uma boa oportunidade para tomar conhecimento das mais recentes novidades editoriais nacionais e estrangeiras, aproveitar as promoções dos já famosos “livros do dia” ou simplesmente beneficiar dos preços mais baixos normalmente praticados pelas editoras.
Também na mesma data é inaugurada mais uma edição da já conhecida – e sempre alvo de bastante procura – Feirarte. Organizada pelo Centro Cultural Roque Gameiro, é possível encontrar peças de artesanato e gastronomia originárias dos mais diversos pontos do país e do estrangeiro como Trás-os-Montes, Alentejo, Algarve, Equador, Brasil, Egipto ou Perú, só para mencionar alguns.
Nos 62 pavilhões presentes conhecer os mais variados tipos de artesanato como arte sacra, cerâmica, peles ou artes decorativas, além das famosas tasquinhas, onde é possível encontrar um pouco da boa gastronomia nacional.
Mas a Feira do Livro / Feirarte não se esgota apenas na literatura e no artesanato. Várias iniciativas, de que daremos conta oportunamente, irão marcar presença no Parque Delfim Guimarães, sendo de destacar a exposição de Miguel Fazenda “Pessoas”, patente no Auditório da Feira, onde é igualmente possível aceder à base de dados de livros disponíveis APEL.
FEIRA DO LIVRO / FEIRARTE
21 DE SETEMBRO A 7 DE OUTUBRO
PARQUE DELFIM GUIMARÃES (junto à estação da CP da Amadora)
HORÁRIO DE ABERTURA
2.ª a 6.ª – 15h
Sábados, Domingos e Feriados – 14h
HORÁRIO DE ENCERRAMENTO
2.ª a 5.ª e Domingos – 22h
6.ª, Sábados e Vésperas de Feriados – 23h
quinta-feira, setembro 13, 2007
Semana Europeia da Mobilidade na Amadora
Semana Europeia da Mobilidade na Amadora
16 Setembro (domingo)
Das 09.00H às 19.00H
Restrição da Av. Cardoso Lopes e R. Major Cândido Pinheiro à circulação automóvel. (Desfile de Fanfarras de Bombeiros);
17 Setembro (segunda-feira)
A partir das 07.00H
Implementação do prolongamento das carreiras N.º 26 e N.º 135 (Vimeca) às Urbanizações de Vila Chã e Serra das Brancas.
Reprogramação do semáforo de peões na R. Elias Garcia
18 Setembro (terça-feira)
15.30H, na Escola Fixa de Trânsito (Parque Aventura)
Apresentação do Projecto dos Patrulheiros das passadeiras, junto às escolas, no âmbito do Programa “Escola Segura”, para o ano lectivo 2007/2008
19 (quarta-feira)
10.00H, em Alfornelos (Centro de Saúde)
Passeio pela Pista Pedonal – apresentação do novo troço.
20 Setembro (quinta-feira)
15.00H, na Escola Fixa de Trânsito (Parque Aventura)
“Medidas de Segurança Rodoviária no Concelho” – apresentação
21 Setembro (sexta-feira)
10.00H – Venteira / 11.00H – Falagueira / 12.00H – São Brás
Inauguração de três zonas de velocidade máxima 30 Km/h:
Pcta. Infante D. Pedro – Venteira;
Pcta. Terra da Bonita, Pcta. Vales de Baixo, R. Terra dos Vales – Falagueira;
R. Campos Palermo, Pcta. José Magro, Pcta. Francisco Miguel – São Brás.
22 Setembro (sábado)
Das 9.00H às 19.00H
Restrição da Av. Cardoso Lopes e R. Major Cândido Pinheiro à circulação automóvel
16 Setembro (domingo)
Das 09.00H às 19.00H
Restrição da Av. Cardoso Lopes e R. Major Cândido Pinheiro à circulação automóvel. (Desfile de Fanfarras de Bombeiros);
17 Setembro (segunda-feira)
A partir das 07.00H
Implementação do prolongamento das carreiras N.º 26 e N.º 135 (Vimeca) às Urbanizações de Vila Chã e Serra das Brancas.
Reprogramação do semáforo de peões na R. Elias Garcia
18 Setembro (terça-feira)
15.30H, na Escola Fixa de Trânsito (Parque Aventura)
Apresentação do Projecto dos Patrulheiros das passadeiras, junto às escolas, no âmbito do Programa “Escola Segura”, para o ano lectivo 2007/2008
19 (quarta-feira)
10.00H, em Alfornelos (Centro de Saúde)
Passeio pela Pista Pedonal – apresentação do novo troço.
20 Setembro (quinta-feira)
15.00H, na Escola Fixa de Trânsito (Parque Aventura)
“Medidas de Segurança Rodoviária no Concelho” – apresentação
21 Setembro (sexta-feira)
10.00H – Venteira / 11.00H – Falagueira / 12.00H – São Brás
Inauguração de três zonas de velocidade máxima 30 Km/h:
Pcta. Infante D. Pedro – Venteira;
Pcta. Terra da Bonita, Pcta. Vales de Baixo, R. Terra dos Vales – Falagueira;
R. Campos Palermo, Pcta. José Magro, Pcta. Francisco Miguel – São Brás.
22 Setembro (sábado)
Das 9.00H às 19.00H
Restrição da Av. Cardoso Lopes e R. Major Cândido Pinheiro à circulação automóvel
quarta-feira, setembro 12, 2007
Toca a participar!!!

No âmbito de uma candidatura ao Guinness World Records, a Câmara Municipal da Amadora, em parceria com o Círculo Artístico e Cultural Artur Bual, associação cultural sedeada neste município, propuseram-se a realizar o evento “A Maior Pintura em Extensão do Mundo”, numa tela com 4000 (quatro mil) metros, que terá lugar no dia 15 de Setembro, no espaço da Unidade de Apoio à Área Militar Amadora/Sintra (Antigos Comandos da Amadora).
Mais info aqui
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