sexta-feira, janeiro 04, 2008

Blogs sobre a Amadora em Crescimento

É com enorme entusiasmo que divulgamos mais um blog dedicado ao concelho da Amadora.

Blog Amadora - Sempre em Movimento

Aconselhamos uma visita a este blog, onde encontra notícias recentes sobre este concelho.

Outros blogs sobre a Amadora:

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Primeira fase do metro de superfície ligará seis freguesias a partir de Maio de 2009


Primeira fase do metro de superfície ligará seis freguesias a partir de Maio de 2009

A primeira fase do metro de superfície da Amadora, que ligará seis freguesias do concelho numa extensão de sete quilómetros, deverá estar concluída em Maio de 2009 e custará onze milhões de euros

Durante uma cerimónia de apresentação do projecto, na estação de metro Amadora-Este, o vereador dos Transportes na Câmara da Amadora, Gabriel Oliveira, explicou que o novo meio de transporte permitirá reduzir em quase cinco mil toneladas a emissão anual de dióxido de carbono, já que não é poluente e motiva a redução de viaturas ligeiras e dos tradicionais autocarros no centro da cidade.

«Os rodados são com pneus de borracha, possibilitando subir pendentes topográficas acima dos doze a quinze por cento, enquanto nos rodados metálicos [carris] não se ultrapassa os sete por cento», exemplificou o responsável, sublinhando que o metro ligeiro de superfície apresenta também custos seis vezes mais económicos,

«Os impactos são muito poucos: só se gasta com a aquisição de equipamento, semaforização dos cruzamentos, correcção de arruamentos, instalação de uma catenária e pavimentos de cor diferente», referiu.

Face ao metro ligeiro em carril, o metro em rodado de borracha - «amigo do ambiente» - apresenta ainda como vantagens uma reduzida produção de ruído e a capacidade de se manobrar em espaços menores.

Na sua primeira fase, a concluir até Maio de 2009, o metro de superfície irá ligar as estações de metro Amadora-Este e Reboleira (esta ainda por construir) ao futuro centro comercial Dolce Vita Tejo, passando pelas freguesias da Venda Nova, Falagueira, Mina, São Brás e Brandoa.

Ao longo de sete quilómetros, quinze a vinte paragens semelhantes às dos autocarros receberão diariamente quinze a vinte mil passageiros.

Segundo Gabriel Oliveira, trata-se de um investimento - sem percentagens definidas - do Estado, da Câmara Municipal da Amadora e do Dolce Vita, mas a autarquia está ainda a tentar envolver outros privados.

Numa segunda fase, o troço será estendido aos concelhos de Loures e Odivelas, não se conhecendo ainda os prazos e investimentos da obra.

«Os contactos com Loures estão quase fechados. No caso de Odivelas, a Câmara ainda tem de definir o projecto», explicou.

Presente na divulgação do projecto, a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, elogiou a «iniciativa municipal» da Amadora na construção do metro ligeiro e definiu o projecto como uma «referência de partilha de responsabilidades» entre os sectores público e privado.

Lusa / SOL - 3.1.2008

Mais notícias:

Metro Ligeiro de Superficie

Trólei no concelho da Amadora


Amadora já tem traçado para o trólei

Metro na Reboleira em 2011

O Metropolitano de Lisboa lança hoje o primeiro concurso para o prolongamento da Linha Azul até à estação ferroviária da Reboleira. A obra deverá estar concluída no primeiro trimestre de 2011 e tem um custo estimado de 55 milhões de euros, adiantou ontem ao CM a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino.

Ler notícia completa no blog Vila Chã

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Metro ligeiro de superfície

A população da zona Norte do concelho da Amadora vai poder contar com um novo meio de transporte público mais ecológico e menos ruidoso do que os mais comuns. O metro ligeiro de superfície, que irá ligar a Reboleira à Brandoa, será assegurado por tróleis, um sistema de transporte feito de carros eléctricos que apenas existe em Coimbra e já existiu no Porto."É cinco vezes mais económico porque as composições não circulam sobre carris", diz o vereador dos Transportes da Câmara Municipal da Amadora (CMA), Gabriel Oliveira.

A linha de trólei irá ligar a estação da CP da Reboleira, o Metro da Falagueira e o Casal da Mira, na Brandoa, onde está a ser construído o maior centro comercial da Península Ibérica. O percurso será feito pelo centro da Falagueira, onde está a ser construída uma rotunda contestada pela população. Numa fase posterior, será feita a ligação a Odivelas e Loures.

Ler notícia completa no Jornal de Notícias ou no blog Vila Chã.

Notícia publicada no Jornal de Notícias de 31.12.2007 e também já colocada no blog Vila Chã.

Associação A Partilha - Bairro do Zambujal


sexta-feira, dezembro 28, 2007

Novo blog de cidadãos da Amadora

Moradores da urbanização Moinho do Guizo criam blog para dar voz às suas preocupações e desejos de melhor qualidade de vida para este novo bairro.

Visite o blog Moinho do Guizo

terça-feira, dezembro 18, 2007

Metro oferece quarta-feira viagens gratuitas

Rede do Metro aumenta esta quarta-feira

O Metropolitano de Lisboa vai inaugurar o último troço da Linha Azul, entre o
Terreiro do Paço e Santa Apolónia, na quarta-feira, após sucessivos
adiamentos devido à necessidade de construir um novo túnel

Segundo a agência «Lusa», a inauguração das duas estações, marcada para
as 12h00, estava prevista para sábado, dia 22, mas foi antecipada três dias.

Para celebrar a conclusão da Linha Azul e a inauguração das duas novas
estações, o Metro oferece quarta-feira viagens gratuitas, em toda a rede,
anunciou esta segunda-feira a empresa.

A Linha Azul passará assim a ligar o terminal ferroviário de Santa Apolónia
à Amadora, com passagem pela Baixa Pombalina.

O orçamento inicial para esta obra foi calculado em 165 milhões de euros (a
preços de 1997), mas acabou por custar 299 milhões de euros, de acordo com o
ministro das Obras Públicas e Transportes, Mário Lino.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Pais às compras, miúdos entre duendes e palhaços

Para revitalizar o comércio do centro da Amadora, a associação Amadora Viva - criada em parceria pela Câmara da Amadora e a Associação Comercial e Empresarial dos Concelhos de Oeiras e Amadora - inaugurou, ontem, a "A Aldeia do Pai Natal". Um espaço a pensar nos mais pequenos, onde se realizam vários ateliês que entretêm as crianças enquanto os pais fazem as compras natalícias.

Dentro de uma tenda montada no parque Delfim Guimarães, realizam-se ateliês de pintura, jogos e cozinha e diversas actividades, entre as quais teatro de marionetas. Todos os dias, das 17 às 20 horas e, aos fins-de-semana, a partir das 15, pais e avós podem deixar as crianças ao cuidado de 14 monitores que, disfarçados de duendes, estrelas e palhaços, divertem os miúdos. No espaço não faltam os símbolos alusivos à época, como o trenó com as renas e um Pai Natal sentado no trono, que ajudam a alimentar os sonhos das crianças.

"A ideia é oferecer para toda a família uma opção de lazer e entretenimento nesta época do ano, numa cidade que ainda é carente em eventos desta natureza no Natal. Além disso, dinamizar o comércio local, que é a proposta principal de todo o projecto", adianta Rosi Simon, da associação Amadora Viva.

Para pais e avós, o projecto é bem-vindo. "Aos fins-de-semana, nunca tenho onde deixar o meu neto, enquanto faço as compras. Por isso esta é uma óptima iniciativa para mim. Resolve-me o problema", admite Emília Ventura, moradora nas proximidades.

A Aldeia do Pai Natal vai estar montada até dia 22 de Dezembro. "No próximo sábado, temos uma festa de encerramento, onde iremos entregar à associação Cerciama o donativo recolhido num leilão que realizámos no início do mês", revela Rosi Simon.

Fonte: Jornal de Notícias

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Amigos Solidários - Projecto Inovador na Amadora

Na Escola EB 2+3 José Cardoso Pires, na Amadora, foi criado um projecto que se chama “Amigos solidários”, em que os alunos do 9.º ano ficam encarregues de acompanhar e proteger os mais pequenos, ajudando assim na sua integração.

Os “amigos solidários” não actuam apenas no recreio, mas também auxiliam na organização das filas para o refeitório e no apoio aos estudos.

Ao todo são 40 os alunos envolvidos neste projecto - todos com boas notas e bons comportamento.

Fonte: Rádio Renascença

Prémio Direitos Humanos para associação da Cova da Moura «Moinho da Juventude»

A Assembleia da República decidiu atribuir o Prémio Direitos Humanos deste ano à Associação Cultural Moinho da Juventude, um projecto comunitário do Bairro da Cova da Moura, na Amadora

A atribuição do prémio foi decidida por um júri constituído no âmbito da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República.

A Associação Cultural Moinho da Juventude, lê-se na sua página da Internet, www.moinhodajuventude.org, «foi construída pelos próprios moradores que se confrontavam com problemas comuns e que através duma acção conjunta foram alargando e consolidando os alicerces e objectivos da sua acção».

Pais de bairro - Moradores com formação que apoiam e acompanham os pais na educação e cuidados a ter com os seus filhos. Pretende-se o envolvimento activo e responsável das famílias, na relação com a criança, na promoção do desenvolvimento global (psicológico, cognitivo e social), fortalecendo as sensibilidades das famílias para com a aprendizagem da criança e a importância da sua motivação e estimulação.

Na lista de actividades incluem-se o acolhimento de crianças na ausência dos pais por moradoras bairro com formação adequada, um centro de atendimento que acolhe 42 crianças entre os 0 e os 3 anos e um jardim-de-infância para crianças até aos 5 anos.

A associação oferece também actividades de tempos livres para crianças entre os 6 e os 12 anos, um espaço para convívio de jovens que inclui um estúdio de música, apoio escolar a adolescentes e jovens, cursos de alfabetização, de formação, de informática e actividades desportivas.

A Assembleia da República atribuiu ainda uma medalha de ouro aos jornalistas José Caldelas e Carlos Rico pela reportagem Escrito na Palma da Mão, sobre a comunidade cigana, emitida pela SIC.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Acompanhando as votações

Lançámos o desafio aos visitantes deste blog: "Onde deve a Câmara da Amadora investir?"

A 18 dias do fim das votações, estes são os resultados provisórios:

18% - Limpeza das ruas
16% - Segurança Pública
14% - Travar a construção de mais urbanizações
12% - Promover a bicicleta como meio de transporte
10% - Criar oportunidades de emprego
8% - Realizar mais espectáculos e iniciativas culturais
6% - Transportes públicos
6% - Habitação
4% - Protecção dos peões
4% - Jardins e espaços verdes
2% - Equipamentos desportivos

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Moinho do Guizo ainda sem transportes

Bom dia,

Acusamos a recepção do seu pedido de informação que nos mereceu a melhor atenção.
Relativamente ao mesmo, cumpre-nos esclarecer que a RL e a Câmara da Amadora tem tido conversações sobre este assunto, no entanto ainda não existem as condições para a circulação em segurança de qualquer carreira pelo interior dessa urbanização.

Com os melhores cumprimentos.

Mª José Coelho
www.rodoviaraidelisboa.pt

domingo, dezembro 02, 2007

Trólei no concelho da Amadora

A Câmara Municipal da Amadora prevê apresentar este mês um projecto inovador de transporte público para o concelho. Amigo do ambiente, o trólei permitirá retirar da cidade os gazes poluentes resultantes dos autocarros alimentados a diesel.

Os tróleis deverão chegar à cidade em 2009, num percurso de 6,9 quilómetros e que abrange os principais bairros da parte norte da cidade. O vereador responsável pelo tráfego urbano, Gabriel Oliveira, entende que uma melhor gestão dos transportes públicos na Amadora compreenderá a extensão do trólei a sul da linha de comboios de Sintra. “Há um potencial assinalável entre os 1300 funcionários da Siemens e da Roche, empresas instaladas numa zona com dificuldades de estacionamento.” No sul do concelho estão ainda localizadas várias grandes superfícies comerciais que atraem milhares de consumidores. Contudo, Gabriel Oliveira explica que “este é um investimento muito pesado e para o qual a câmara não tem possibilidade de assumir os encargos sozinha”. A construção da linha de trólei, cujas composições serão fabricadas pela Electric Tbus Group, será suportada numa importante fatia pela empresa que está a construir na Brandoa o maior centro comercial da Península Ibérica, que deverá abrir no próximo ano.
O custo do trólei da Amadora não é ainda possível de determinar pela autarquia. Contudo, a Electric Tbus Group informa que o custo deste transporte varia entre um milhão e cinco milhões de libras por quilómetro, o que, no caso da Amadora, faz oscilar o custo entre 10 milhões e os 50 milhões de euros. O trólei recorre às mais recentes tecnologias usadas neste transporte – semelhante ao eléctrico que circula entre a Baixa de Lisboa e Algés (Oeiras), com a diferença que tem rodas.

Segundo Gabriel Oliveira, “uma das vantagens do veículo é em curvas apertadas ter o mesmo raio de viragem de um autocarro. Possui também um motor substituto a combustível, a ser utilizado quando um carro estiver mal estacionado, para o autocarro poder desviar-se”.

Devido ao preço do petróleo está a assistir-se a um aumento da procura destes transportes. Em 1970 existiam em 300 cidades, e hoje há 363 em todo o Mundo. Cada trólei tem em média 18 metros, o que equivale a três autocarros.

Fonte: Correio da Manhã - 02.11.2007

Fotos de Electric Tbus Group

Vila operária Martelo está a ser demolida

As máquinas começaram há três dias a derrubar o edifício principal e um conjunto de pequenas casas térreas que constituíam a vila operária "Martelo", perto do quartel dos Bombeiros, na Amadora. O conjunto, edificado na década de 20, há muito que estava abandonado. Nos últimos tempos servia de abrigo a toxicodependentes e sem-abrigo. A Câmara Municipal da Amadora (CMA) já tinha anunciado a demolição, há mais de um ano, apesar de ter classificado de interesse municipal a vila operária.

Muitos curiosos pararam para assistir à demolição. A autarquia anunciou-a em Abril do ano passado. Embora, o executivo tivesse classificado de interesse municipal um conjunto de elementos da fachada e seis casas de operários, tal não foi o suficiente para travar a sua demolição. "Para estar aqui, como ferro velho não valia a pena. Já era uma necessidade a demolição. Mas não sabemos o que será feito no seu lugar", considera António Esteves, morador nas proximidades. "Deveria ser construído um jardim porque prédios já Amadora tem demais", acrescenta Rui Cachucho, um outro morador.

Mas a degradação das 16 casas térreas e do edifício principal, que foram mandados construir pela família Martelo, proprietária de uma empresa de transporte de passageiros, não deixa saudades em alguns vizinhos. "Apesar de terem tapado as janelas e as portas, os edifícios era ocupados por toxicodependentes. Isto não poderia continuar como estava", afirma Maria Martins. Mas também há quem discorde da demolição. "É com tristeza que assistimos à derrube deste edifício histórico", lamenta António Tremoço, morador na zona e membro da Assembleia Municipal da Amadora, eleito pelo PCP.

O projecto urbanístico de habitação e comércio para a zona da Vila Martelo foi aprovado pelo executivo camarário. A autarquia impôs ao urbanizador preservar seis antigas casas dos operários e um painel de azulejos do edifício principal. A recuperação do património está incluída nas contrapartidas do construtor.

Fonte: Jornal de Notícias - 02.11.2007

sexta-feira, novembro 30, 2007

Orçamento participativo de Carnide é referência internacional

Gostávamos de ver o mesmo nas freguesias e concelho da Amadora.
Um dia destes...

A freguesia lisboeta de Carnide tem há três anos um orçamento participativo, para o qual contribuem todos os moradores desde idosos a crianças, num processo que é uma referência a nível internacional

O envolvimento da população faz-se na altura de preparar o orçamento, com sessões públicas e inquéritos, reuniões específicas com idosos e crianças, mas sobretudo ao longo do ano, com uma prestação permanente de contas, contou à Lusa o presidente da Junta de Freguesia de Carnide, Paulo Quaresma (CDU).

Numa altura em que a Câmara Municipal de Lisboa iniciou o seu primeiro orçamento participativo, Paulo Quaresma alertou para o perigo de se «brincar à participação« e diz que na sua freguesia já se colhem os frutos daquela medida, por exemplo, nos níveis de abstenção que se situam entre «5 a 7 por cento abaixo da média da cidade».

«O apelo permanente à participação das pessoas faz com que elas não se alheiem», defendeu.

Na próxima semana, o exemplo de Carnide será analisado num seminário internacional em Paris sobre orçamentos participativos, instrumentos que nasceram na cidade brasileira de Porto Alegre, tendo como referência na Europa o caso de Sevilha, e tiveram a sua primeira expressão em Portugal na Câmara de Palmela.

«Há crianças que pedem um MacDonald's. Então, temos que lhes explicar as competências da junta. Por isso é que este é um processo com uma grande vertente pedagógica», afirmou Paulo Quaresma.

O autarca passou a semana a discutir opções para o orçamento com crianças de três, quatro e cinco anos, que falam do que consideram mais importante para a sua «escola, bairro e freguesia» e depois organizam-se em pequenas «assembleias plenárias».

«Surpreende-nos muito o grau de maturidade que eles revelam», acrescentou. Em vez dos inquéritos que os pais recebem na caixa do correio, convidando-os a contribuir para o orçamento da freguesia, as crianças escrevem ou desenham «cartas de desejos».

Estas formas específicas de participação dos meninos de Carnide inserem-se na vontade do executivo de ter a contribuição «daqueles que normalmente não participam, porque não estão organizados», como os idosos.

Para os idosos, há sessões próprias, dada a dificuldade que alguns revelam em sair de casa ao fim da tarde ou há noite, quando se realizam as reuniões gerais sobre o orçamento.

Inicialmente, eram os homens quem mais participavam nestas sessões, até que a junta organizou uma espécie de baby-sitting, actividades lúdicas para as crianças durante as reuniões, e começou a haver paridade de géneros.

Além das sessões e dos inquéritos, para «picar as pessoas» afirmou Paulo Quaresma, a junta de freguesia concebeu e distribuiu «notas de 95 euros», o valor que cada morador teria para gastar se o orçamento fosse dividido por todos.

A ideia é pôr os moradores de Carnide a pensar onde gastariam os seus 95 euros.

Para que o processo não esmoreça, todos os meses, no boletim da freguesia são prestadas contas e feito o ponto da situação sobre as opções escolhidas em orçamento participativo, além de funcionarem todo o ano "conselhos consultivos" em diferentes áreas.

No início, o executivo liderado por Paulo Quaresma tirou partido do «bairrismo» de Carnide.

«A primeira discussão é aquela em que as pessoas olham apenas para o seu umbigo, para a sua rua e para o seu bairro. Depois, apercebem-se dos problemas das outras ruas, dos outros bairros», contou.

Este é um processo «didáctico» defendeu Paulo Quaresma, em que as pessoas ficam conscientes das competências e das verbas que a junta dispõe, mas também da forma como podem ser parte da solução.

«O problema da recolha de lixo na Quinta da Luz foi resolvido porque as pessoas apresentaram uma fórmula para se resolver», ilustrou.

«Às vezes é apenas uma questão de pedir um estudo. Há vários anos que se falava em mais um mercado na freguesia. Pediu-se um estudo à Câmara que mostrou que isso não era viável. As pessoas entenderam» acrescentou.

No entanto, Paulo Quaresma disse que o orçamento participativo «não é uma forma de desresponsabilização» dos eleitos.

«O facto de eu discutir com as pessoas até me dá mais responsabilidades. As pessoas exigem mais porque sabem que eu não posso alegar desconhecimento de causa», afirmou.

O autarca defende que o orçamento participativo não é um «muro das lamentações», como o que considera terem sido das três sessões promovidas pela Câmara para ouvir as populações sobre o orçamento de 2008.

«Ali não se está a promover participação nenhuma. A Câmara decidiu ouvir as populações, o que é legítimo e louvável, mas não é um orçamento participativo», critica.

Segundo Paulo Quaresma, o que a autarquia lisboeta fez foi «pedir aos mesmos de sempre, àqueles que normalmente já participam para participarem», referindo-se às sessões organizadas para ouvir comissões de moradores, associações de pais, conselhos executivos, juntas de freguesias e colectividades.

«A população em geral, que não está organizada nem quer estar organizada, mas tem uma opinião, não é chamada a participar neste orçamento. Desde logo porque as sessões que se fizeram foram muito mal divulgadas até para aqueles que foram convidados, quanto mais para a população em geral» argumentou.

Para o autarca, «corre-se o risco de brincar à participação e hipotecar-se um processo que é nobre porque se lhe retira toda a credibilidade».

O orçamento participativo da Câmara de Lisboa foi lançado a partir de uma proposta do vereador do Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, e segundo o presidente, António Costa (PS), tem um primeiro ensaio na escolha das opções para 2008 mas deverá concretizar-se em pleno quando for discutido o orçamento para 2009.

Além de três sessões públicas, que já se realizaram, os munícipes podem participar através da Internet, no sítio http://lisboacontaconsigo.cm-lisboa.pt.

Fonte: Agência Lusa

terça-feira, novembro 27, 2007

Bicicletas proibidas nos jardins da Amadora

O blog Uma Bike pela Cidade faz referência à lamentável e triste proibição de circular em bicicleta nos espaços verdes da Amadora.

É mais um caso de uma pessoa que visita pela primeira vez os já famosos jardins da Amadora e apercebe-se desta ridícula proibição.

Acreditamos que os responsáveis da autarquia estavam a pensar na segurança de peões e sobretudo crianças, mas não é desta forma que se resolve o problema.

Cria-se na verdade mais um entrave à utilização da bicicleta nas cidades.

Passamos a citar o texto deste blog:

Tão agradável que entrei mesmo por lá. Pouco depois, dois trabalhadores do local chamam-me a atenção de que eu não podia pedalar por ali, pois era proibido. Proibido?? É esta a merda da mentalidade portuguesa que continua a olhar para as bicicletas como algo de horrendo e peçonhento! Exactamente o mesmo que acontece junto à praia no Estoril! Proibido pedalar de bicicleta! Se quisermos pedalar temos de ir para a perigosíssima marginal!
Num local como este onde não se vê quase ninguém, porque raio é proibido pedalar? Respondi que não tinha visto nenhuma indicação da proibição na entrada mas eles afirmaram que ela está em todas as entradas.

Ainda gostava de saber quem foi o imbecil que criou isto. Aqui fiquei a saber que as bicicletas estão ao nível dos cães que podem cagar no parque e como tal tem de ser proibidas. O mais engraçado é que dentro do parque tem uma pequena escola de aprendizagem de condução, onde se pode andar de bicicleta para aprender a circular. E é proibida a entrada das bicicletas...

Leia a notícia completa e veja as fotografias no blog Uma Bike pela Cidade

Alfornelos: Associaçao de Moradores discute hoje último troço da CRIL

Alfornelos, Amadora, 27 Nov (Lusa) - A Associação Cívica dos Moradores de Alfornelos (ACMA) realiza hoje uma reunião de esclarecimento com a população local sobre a adjudicação, já anunciada pelo Governo, do último troço da Circular Regional Interna de Lisboa ( CRIL).

Numa convocatória distribuída à população de Alfornelos, a Associação Cívica informa que pretende discutir a adjudicação "do IC-17, CRIL, que engloba também o IC-16 - Radial da Pontinha, e a terceira circular - Radial de Benfica.

Paulo Ferreira, membro da Associação, disse à agência Lusa que, "a partir do momento em que as obras estejam completas, passarão no local, todos os dias, 200 mil veículos, com possibilidade de crescimento de 56,9 por cento, ou seja, 300 mil veículos até 2025".

"Todos os dias, durante o ano todo, para o resto das nossas vidas. É isto que nos espera a partir de 2009", lamentou-se.

O membro da Associação teme o ruído e a poluição que estas vias poderão trazer à localidade.

"Alfornelos está numa zona inferior às vias e os gases poluentes tendem a baixar, de maneira que ficarão depositados no bairro. Também o ruído vai afectar toda a população", referiu Paulo Ferreira.

Adiantou que a Associação "não é contra a CRIL" mas defende que a "solução passa pela construção das vias em túnel verdadeiro".

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra indeferiu a providência cautelar interposta pela Associação, onde esta pedia a anulação do processo.

A Associação reccorreu para o Tribunal Central e Administrativo do Sul, aguardando resposta, segundo Paulo Ferreira.

A reunião de hoje terá lugar na Escola EB 1 Orlando Gonçalves às 21:00.

Fonte: Expresso

Taberna Ocupada p’la Cultura na Amadora (TOCA) foi demolida

Na quarta-feira, a cultura na Amadora sofreu uma machadada brutal. A Taberna Ocupada p’la Cultura na Amadora (TOCA) foi demolida sem qualquer pré-aviso por escavadoras, enquanto a PSP cortava os acessos. A TOCA era um projecto do Movimento de Acção Reivindicativa pela Cultura e Habitação na Amadora (MARCHA).

Ocupámos uma casa antiga, património histórico da nossa cidade, e remodelamo-la. Através do trabalho voluntário, centenas de jovens, com o apoio de vizinhos, limparam, pintaram as paredes, arranjaram o telhado, mobilaram a casa e deram-lhe vida abrindo-a à população e aos jovens.

Durante oito meses, resgatamos um espaço do silêncio e da degradação e demo-lo à juventude. Organizámos dezenas de concertos de todos os tipos de música, exposições de fotografia, sessões de cinema, debates, convívios e reuniões. Era raro o fim-de-semana em que a TOCA não se enchia de gente, com centenas de jovens da Amadora e de outros concelhos.

Ler mais

Destruição do Parque Central

Recebemos via e-mail o seguinte texto de um morador da Amadora:

Na reunião Ordinária da Câmara Municipal de 18 de Julho, foi apresentada uma proposta de alteração ao Parque Central que contempla várias alterações na zona nomeadamente: o encerramento da Av. dos Bombeiros na parte que atravessa o jardim unindo as 2 partes do jardim e o desvio de todo o transito daqui para a Rua António Correia de Oliveira seguindo por uma nova rodovia a construir no topo do parque à Praça Simões de Almeida, Rua Henrique Nogueira e regressando, junto ao mercado, à parte final da Av. dos Bombeiros Voluntários. Trata-se de um projecto lesivo para os moradores que conta com a nossa oposição veemente fundamentada em várias razões:

1-A criação de uma nova rodovia na Rua Henrique Nogueira e Praça Simões de Almeida irá, irremediavelmente, afectar o sossego, a qualidade de vida dos moradores desta zona, a segurança das crianças e idosos, sectores que mais frequentam o parque.

2- A solução apresentada irá tornar a circulação ainda mais complicada na zona porque introduzirá um percurso muito mais longo e cheio de curvas e contra-curvas.

3- A beneficiação do parque pretendida, unindo as 2 partes, torna-se irrelevante e até inadmissível porque sacrificará uma fatia ainda maior do mesmo através do alargamento substancial da Rua Henrique Nogueira e da criação de nova rua na Praça Simões de Almeida à custa de terreno do parque. Isto é, afinal a concretização desta proposta tornará o parque mais pequeno e derrubará 30 árvores de porte significativo;

4- O mesmo objectivo que é unir as duas partes do parque consegue-se com outras alternativas de circulação mais lógicas, menos lesivas dos moradores e de fácil concretização, a saber: circulação do transito pela Av. dos Combatentes da Grande Guerra, inversão da circulação na Rua Rainha D. Leonor e/ou no troço final da Av. Miguel Bombarda.

Contacte a CM da Amadora
geral@acm-amadora.pt

Contacte a JF da Mina
jfmina@jf-mina.pt

quinta-feira, novembro 15, 2007

Amadora em Cena

Companhias profissionais e amadoras de todo o país participam de 22 de Novembro a 09 de Dezembro no «Amadora em Cena», uma mostra de teatro e «performances» destinada a contrariar o «divórcio» da população com a cultura.

Do Auditório de Alfornelos, onde decorre a maior parte dos espectáculos, às estações de comboios do concelho, por onde passará um cortejo a ser integrado pelo público, a quinta edição
do evento pretende homenagear a multiculturalidade dos habitantes da Amadora ao reunir grupos de várias regiões, com diferentes experiências, e incluir uma grande diversidade de temas, épocas e autores.

«Temos uma versão 'performance' de um espectáculo sobre o 'Livro do Desassossego' de Fernando Pessoa, um espectáculo sobre Freud, outro a partir do texto clássico 'Gato das Botas', uma 'performance' sobre as memórias da Guerra do Ultramar e das revoltas estudantis, uma adaptação de Samuel Beckett que junta a filosofia ao teatro do absurdo, enfim, a variedade é muita, desde espectáculos mais ligeiros a outros mais fechados sobre si próprios», explicou à Lusa Ricardo Mendes, da direcção do Teatro Passagem de Nível, organizador da mostra.

«Tentamos que a diversidade da Amadora, um concelho fértil em cultura, transpareça no evento, pelo que misturamos, um pouco ao mesmo nível, companhias profissionais e não-profissinais locais e de outras zonas, como Sintra, Santarém, Serpa ou Torre de Moncorvo», acrescentou.

Além de nove espectáculos teatrais e quatro «performances», o programa (disponível em http://amadoraemcena.tpn.pt) inclui «workshops» de máscaras e expressão dramática, actuações musicais com «desgarradas» e música electrónica, uma mesa redonda sobre arte nas escolas e, no dia 24, um cortejo por três estações de comboios, onde o público poderá juntar-se a malabaristas, dançarinos e outros artistas.

«É também uma forma de ir buscar as pessoas onde elas estão. A Amadora sofre muito de um claro divórcio da população com a cultura, as pessoas estão muitas vezes longe das salas de espectáculo», lamentou Ricardo Mendes.

Apesar do afastamento e de ser «muito flutuante» a participação do público nos concelhos em torno de Lisboa, o Teatro Passagem de Nível conta com a diversidade do cartaz para despertar a atenção dos visitantes e mantém fortes expectativas quanto ao sucesso da iniciativa.

«Começa a haver um público que se interessa pela mostra, que pergunta como correu quando não pode ir, e a Câmara tem também vindo a reconhecer cada vez mais a sua importância. Queremos que a Amadora retome o importante papel cultural que já teve na região, promovendo a inclusão, e não pretendemos abrir mão desse objectivo», concluiu o responsável.

PÚBLICO / Lusa.

O Amadora em Cena 5 irá decorrer de 22 de Novembro a 9 de Dezembro. Para mais informações consulte o sítio http://amadoraemcena.tpn.pt