sexta-feira, setembro 21, 2007

Lixo e má qualidade de vida dos cidadãos da Amadora

E-mail recebido a 20.09.2007:

Caros senhores

Não me parece que iniciativas,.que parecem apoiar no vosso blog (
http://ambientalistasdaamadora.blogspot.com), como a "Semana da Mobilidade"
ou as críticas aos carros em cima dos passeios contribuam mais para a
qualidade de vida que os cidadãos da Amadora deviam ter e não têm.
Se quiserem conhecer o que são, verdadeiramente, ameaças ao ambiente e aos
cidadãos deste concelho, talvez possam querer visitar a zona delimitada pelo
parque (?) de estacionamento (agora transformado em avenida) que acompanha a
Rua Almirante Gago Coutinho, por esta mesma rua, pela Rua Afonso de
Albuquerque e pelo centro comercial Babilónia, na Venteira..
O lixo, de toda a espécie, acumula-se pelos passeios e pelas ruas
propriamente ditas e parece que a limpeza da rua deixou de existir, pelo
menos desde que foram começadas obras na zona do centro comercial Babilónia
que - ao contrário do que pressupõe o bom relacionamento das entidades
municipais com os cidadãos - não se sabe para que servem nem quando
terminam.
Já não só os cães a fazer as suas necessidades, líquidas e sólidas, na rua
mas também, a qualquer hora, os seus humanos, de todas as cores, mal
vestidos e bem vestidos.
O trânsito é uma confusão e o estacionamento é tutelado por uma empresa
privada que (sempre com agentes da PSP, ditos "avençados" mas a passarem
multas em nome do Estado...) só se preocupa em multar a torto e a direito,
poupando os automobilistas que estacionam nos lugares para os residentes ...
sempre na expectativa de aumentar as receitas das multas graças aos
residentes mais distraídos ou desesperados!
Até parece que, com tanta confusão, os "arrumadores" fugiram do local,
porque talvez até se sintam mal aqui!
Não há iniciativas propagandísticas de quem gere a câmara que escondam a
porcaria que se abateu sobre esta zona... a vários níveis. Talvez devessem
olhar para isto...

Cumprimentos


Pedro Garcia Rosado

quinta-feira, setembro 20, 2007

Destaques do Jornal da Região - Amadora - 19.09.2007

Amadora bate recorde mundial
Mais de quatro mil pessoas aderiram à iniciativa e pintaramuma tela com quatro quilómetros
de extensão, batendo um antigo recorde alcançado na Roménia. Por uma boa razão, a cidade da Amadora vai figurar no Guiness

Obras avançam na cidade
Avenidas requalificadas para tornar comércio mais atractivo

Brigada Víctor Jara vence Prémio José Afonso

Greve afecta Valorsul

Bairros e segurança dominaram sessão solene da CM da Amadora

Voluntariado empresarial cria espaço para idosos no Casal da Mira

Rotaract da Amadora, grupo de jovens do Rotary Clube, entregou 150 quilos de roupa e 50 de calçado a 3 instituições da Amadora

Vitalsport - Grande festa do desporto decorreu na Amadora

PSP ensina idosos da Buraca a prevenir assaltos

Leia estas notícias em:

Jornal da Região - Amadora - 19.09.2007

Sugestões para este fim-de-semana na Amadora


21 Setembro
Ateliê Criar e Reciclar
Pombas da Paz
horário: 15h30 às 17h00
local: Biblioteca Municipal Dr. Fernando
Piteira Santos – Pólo da Boba
org.: CMA/DEC

Cinema “Casper”
horário: 16h00
local: Biblioteca Municipal Dr. Fernando
Piteira Santos – Pólo da Boba
org.: CMA/DEC

21 Setembro
Dança Clepsydra
Quórum Ballet
horário: 21h30
local: Recreios da Amadora
org.: CMA/DEC

22 Setembro a 31 Outubro Exposição Colectiva do Grupo Artefacto
horário: Segunda a Sexta das 10h00 às
12h30 e das 14h00 às 18h00
local: Centro de Arte Contemporânea
org.: CMA/DEC

22 Setembro Dia do Alentejo na Amadora
horário: 15h00
local: Coreto do Parque Central
org.: AURPIF / apoio: CMA

22 Setembro Prémio José Afonso
horário: 21h30
local: Recreios da Amadora
org.: CMA/DEC
23 Setembro Desporto na Rua
horário: 10h00 às 12h00
local: Parque Aventura
org.: CMA/DEC

Grupo de Cantares e Música Popular Janeiro Musical
horário: 15h00
local: Auditório Municipal
org.: AMBJ
Festival de Bandas Filarmónicas
horário: 15h00
local: Polidesportivo do Parque Central
org.: SFCIA / apoio: CMA

Feira do Livro / Feirarte da Amadora


Livros e artesanato no Parque Delfim Guimarães

Tem início no próximo dia 21 de Setembro, mais uma edição da Feira do Livro da Amadora, inserida nas comemorações do 28.º Aniversário do Município da Amadora, cujo tema é Livros, Um Universo de Culturas.

Com 38 pavilhões e 161 editores e cinco alfarrabistas presentes, a Feira é uma boa oportunidade para tomar conhecimento das mais recentes novidades editoriais nacionais e estrangeiras, aproveitar as promoções dos já famosos “livros do dia” ou simplesmente beneficiar dos preços mais baixos normalmente praticados pelas editoras.

Também na mesma data é inaugurada mais uma edição da já conhecida – e sempre alvo de bastante procura – Feirarte. Organizada pelo Centro Cultural Roque Gameiro, é possível encontrar peças de artesanato e gastronomia originárias dos mais diversos pontos do país e do estrangeiro como Trás-os-Montes, Alentejo, Algarve, Equador, Brasil, Egipto ou Perú, só para mencionar alguns.

Nos 62 pavilhões presentes conhecer os mais variados tipos de artesanato como arte sacra, cerâmica, peles ou artes decorativas, além das famosas tasquinhas, onde é possível encontrar um pouco da boa gastronomia nacional.

Mas a Feira do Livro / Feirarte não se esgota apenas na literatura e no artesanato. Várias iniciativas, de que daremos conta oportunamente, irão marcar presença no Parque Delfim Guimarães, sendo de destacar a exposição de Miguel Fazenda “Pessoas”, patente no Auditório da Feira, onde é igualmente possível aceder à base de dados de livros disponíveis APEL.

FEIRA DO LIVRO / FEIRARTE
21 DE SETEMBRO A 7 DE OUTUBRO
PARQUE DELFIM GUIMARÃES (junto à estação da CP da Amadora)

HORÁRIO DE ABERTURA
2.ª a 6.ª – 15h
Sábados, Domingos e Feriados – 14h

HORÁRIO DE ENCERRAMENTO
2.ª a 5.ª e Domingos – 22h
6.ª, Sábados e Vésperas de Feriados – 23h

quinta-feira, setembro 13, 2007

Passeio de Bicicleta pela Falagueira - Amadora

1º Passeio de Bicicleta pela Falagueira
30 de Setembro


Inscrições até 21 de Setembro
Junta de Freguesia da Falagueira
Tel. 214 98 53 90

Semana Europeia da Mobilidade na Amadora

Semana Europeia da Mobilidade na Amadora

16 Setembro (domingo)
Das 09.00H às 19.00H
Restrição da Av. Cardoso Lopes e R. Major Cândido Pinheiro à circulação automóvel. (Desfile de Fanfarras de Bombeiros);

17 Setembro (segunda-feira)
A partir das 07.00H
Implementação do prolongamento das carreiras N.º 26 e N.º 135 (Vimeca) às Urbanizações de Vila Chã e Serra das Brancas.
Reprogramação do semáforo de peões na R. Elias Garcia

18 Setembro (terça-feira)
15.30H, na Escola Fixa de Trânsito (Parque Aventura)
Apresentação do Projecto dos Patrulheiros das passadeiras, junto às escolas, no âmbito do Programa “Escola Segura”, para o ano lectivo 2007/2008

19 (quarta-feira)
10.00H, em Alfornelos (Centro de Saúde)
Passeio pela Pista Pedonal – apresentação do novo troço.

20 Setembro (quinta-feira)
15.00H, na Escola Fixa de Trânsito (Parque Aventura)
“Medidas de Segurança Rodoviária no Concelho” – apresentação

21 Setembro (sexta-feira)
10.00H – Venteira / 11.00H – Falagueira / 12.00H – São Brás
Inauguração de três zonas de velocidade máxima 30 Km/h:
Pcta. Infante D. Pedro – Venteira;
Pcta. Terra da Bonita, Pcta. Vales de Baixo, R. Terra dos Vales – Falagueira;
R. Campos Palermo, Pcta. José Magro, Pcta. Francisco Miguel – São Brás.

22 Setembro (sábado)
Das 9.00H às 19.00H
Restrição da Av. Cardoso Lopes e R. Major Cândido Pinheiro à circulação automóvel

quarta-feira, setembro 12, 2007

Toca a participar!!!


No âmbito de uma candidatura ao Guinness World Records, a Câmara Municipal da Amadora, em parceria com o Círculo Artístico e Cultural Artur Bual, associação cultural sedeada neste município, propuseram-se a realizar o evento “A Maior Pintura em Extensão do Mundo”, numa tela com 4000 (quatro mil) metros, que terá lugar no dia 15 de Setembro, no espaço da Unidade de Apoio à Área Militar Amadora/Sintra (Antigos Comandos da Amadora).

Mais info aqui

terça-feira, setembro 11, 2007

Novo Parque Infantil na Cova da Moura - "Nu Kre Brinca"

Sorrisos e canções "de esperança" e uma "vontade de brincar sem parar" marcaram hoje a inauguração do parque infantil da Associação de Solidariedade Social da Cova da Moura, na Amadora, construído por voluntários num antigo terreno baldio.

Avaliado em 10 mil euros, o colorido "Nu Kre Brinca" destina-se aos cerca de 600 membros da instituição e a mais de meia centena de crianças inscritas nos seus projectos, incluindo diferentes equipamentos de diversão, um piso almofadado e desenhos de personagens infantis nas paredes.

Segundo contou à Lusa uma das duas educadoras que dinamizam o "Espaço Roda Viva", Anabela Pereira, a inauguração do espaço era há muito esperada pelos mais novos, que «criaram logo um mundo imaginário» e fizeram desenhos, montagens e até uma maquete sobre o parque que gostariam de ter.

«Naturalmente, o espaço que temos fica aquém daquele que seria ideal, mas as expectativas não foram em vão, eles gostaram muito e estão muito entusiasmados. Estas brincadeiras e esta animação de hoje são também de esperança, porque não tinham absolutamente nada adequado para brincar», explicou.

Uma vez que o "Nu Kre Brinca" foi subsidiado pela Fundação Montepio Geral e construído por voluntários seus associados, o tema do voluntariado esteve também presente nas actividades das crianças, «não muito cientes de que se pode dar sem receber», mas dispostos a aprender depressa.

«É muito bom ajudar as pessoas com deficiências, que vivem na rua e os meninos como nós, porque os voluntários são pessoas felizes», comentava o Carlos, de nove anos, mostrando-se muito contente por o antigo terreno baldio contíguo à associação se ter transformado num recreio como os outros.

«No outro tínhamos areia, havia muito pó e era difícil jogar à bola, mas este tem coisas muito divertidas», explicou.

A opinião foi partilhada pela Bruna, de 11 anos: «Gosto do parque porque dá mesmo vontade de brincar sem parar sem estar no meio do pó e sem nos aleijarmos».

A cerimónia de inauguração contou com a presença do presidente da Comissão Nacional de Crianças e Jovens em Risco e do Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural, entre outras personalidades, e ficou ainda marcada pela entrega de um donativo a um jovem graffiter que participou na decoração do espaço.

Fonte: Destak 10.09.2007

Amadora, uma cidade sem barreiras. Quando?






A Câmara Municipal de Lisboa inicia amanhã uma campanha para "libertar os passeios de carros", e "contrariar o estacionamento de carros em segunda fila", tal como prometeu António Costa na campanha eleitoral.

A câmara pretende criar uma "cidade sem barreiras" com o objectivo de que os "habitantes possam usufruir do espaço público da cidade" e libertar áreas utilizadas por viaturas, de forma abusiva e ilegal pelos automobilistas.

Neste sentido, a câmara vai reforçar o policiamento, já a partir de dia 12, numa "1.ª fase" desde o eixo do Campo Pequeno até ao Marquês de Pombal, incluindo o Parque Eduardo VII, estendendo ainda do Largo do Rato até às avenidas Infante Santo e Dom Carlos I, informa a autarquia.

Para dar cumprimento ao reforço policial na cidade, a Polícia Municipal (PM) vai abrir um novo parque de viaturas rebocadas em Benfica, a norte do Centro Comercial Colombo, para onde transportará as viaturas em infracção, informou o comandante desta força policial, o subintendente André Gomes.

O comandante da Polícia Municipal disse à Lusa que é «necessário desimpedir vias para o tráfego fluir», explicando que os automobilistas algumas vezes param em segunda via bloqueando o normal fluxo de trânsito.

Nas novas instalações de Benfica da PM, também irá funcionar um posto de atendimento policial, em simultâneo com o parque de viaturas rebocadas, seguindo o objectivo de «aproximar a segurança da polícia camarária aos munícipes», esclareceu o comandante André Gomes.

Fonte: Destak - 11.09.2007

E na Amadora, até quando vamos assistir a imagens como a de cima?

segunda-feira, setembro 10, 2007

Carros ocupam muito espaço II

Com poucos espaços reservados aos automóveis, a Avenida de Ceuta, na freguesia da Venteira, é um claro exemplo de que "vale tudo para estacionar", lamenta um morador. Sendo uma artéria repleta de prédios de habitação e muito próxima de uma das avenidas principais da freguesia, "é natural que as pessoas procurem qualquer canto para parar", acrescenta.

Por isso, nesta avenida, há quem pare em "qualquer canto", ou seja, "nos únicos dois passeios reservados a peões". Como tal, e apesar destes serem bastante largos, "há zonas onde é difícil passar a pé". "Deveria haver mais fiscalização e não ser permitido estacionar de qualquer maneira", alerta outra residente.

Fonte: Jornal da Região 5-9-2007

Carros ocupam muito espaço

Basta chegar um pouco mais tarde e, segundo os moradores da zona, já "não há estacionamento livre" na Av. Dr. Armando Romão, nos Moinhos da Funcheira.

"Há carros que permanecem meses parados e alguns já sem selo, a polícia não liga mas multa os carros que estão mal estacionados por não haver lugares e ignorando os que estão parados há muito tempo", lamenta Ana Ferreira, moradora nesta avenida. Para esta residente, a "situação do estacionamento está cada vez mais difícil" pelo que seria importante que "algum responsável resolvesse o problema".

Fonte: Jornal da Região 29-08-2007

Amadora volta a comemorar a Semana Europeia da Mobilidade

Depois de alguns anos com uma associação tímida, a cidade da Amadora volta a participar em força na Semana Europeia da Mobilidade, a realizar, pela sexta vez, de 16 a 22 de Setembro, tendo este ano como tema transversal "Melhores ruas para todos".

Ainda bem que a CM da Amadora voltou a estar sensibilizada para este tema. Importante não esquecer que é um dos concelhos mais populosos e onde a mobilidade é uma dor de cabeça. Muito transito automóvel. Poucos autocarros que liguem as várias freguesias do concelho. Carros que invadem criminosamente os passeios.

Das actividades programadas, destaque para a restrição à circulação automóvel, no dia 16, da Av. Cardoso Lopes e da Rua Major Cândido Pinheiro, no âmbito do mesmo critério seguido pelos municípios portugueses aderentes.

E que tal começar a restringir periodicamente a circulação automóvel em certas zonas do concelho, como acontece no Terreiro do Paço? Há que criar mais oportunidades de praticar desporto, de socializar, de viver e aproveitar a cidade.

Como a Semana da Mobilidade tem por objectivo o incentivo à utilização dos transportes públicos e da bicicleta, do andar a pé e da partilha do automóvel, a Amadora vai ser palco de outras actividades.

"A implementação do prolongamento das carreiras 26 e 135 da Vimeca às Urbanizações de Vila Chã e Serra das Brancas, a inauguração de três zonas de velocida demáxima de 30 km/hora e a apresentação do novo troço da pista pedonal, em Alfornelos" são algumas das iniciativas
destacadas pelo vereador responsável pelo pelouro do Trânsito na Câmara, Gabriel Oliveira.

Boas iniciativas!

E que tal prolongar carreiras também para o bairro do Moinho do Guizo, o qual permanece esquecido e abandonado desde 2004?

E que tal construir uma rede de pistas pedonais/cicláveis que ligassem todas as freguesias do concelho, seguindo e exemplo da pista da Estrada dos Salgados?

E para quando estacionamento de bicicletas nas estações de metro e comboio da Amadora?


Sendo que um dos critérios de participação dos municípios é o lançamento de, pelo menos, uma medida que permaneça para além da Semana, a Amadora vai contribuir com várias medidas para proporcionar "melhores ruas para todos".

No âmbito do projecto "Amadora Viva", a edilidade vai apresentar o projecto relativo aos arruamentos das avenidas Santos Matos e Gago Coutinho, que vão ser devolvidas aos peões.

Excelente!

Fonte: Jornal da Região - 29-08-2007

segunda-feira, agosto 27, 2007

Autarquia convida a pintar tela de quatro quilómetros

A população da Amadora está convidada para tentar bater o recorde mundial da 'maior tela em extensão' no próximo dia 15 de Setembro, pintando numa tela com quatro quilómetros de comprimento, anunciou hoje a autarquia.

Das 08h00 às 20h00, toda gente pode ir até ao antigo quartel dos Comandos da Amadora e deixar a sua marca na obra, que irá estar exposta no dia 16.

Além da participação da população, a tela contará com contributos de «mais de uma centena de artistas do Círculo Artístico e Cultural Artur Bual», que organiza a elaboração da tela juntamente com a Câmara da Amadora.

Enquanto se pinta a tela, vai haver animação no recinto, com artistas como o músico guineense Guto Pires.

À disposição dos pintores de ocasião vai haver seis toneladas de tinta, cinco mil trinchas, dois mil baldes de plástico, quatro mil t-shirts e bonés.

O tema da pintura será «Água» e a iniciativa servirá também para sensibilizar a população para a necessidade de a poupar.

Lusa / SOL - 25.08.2007

Desporto nas Ruas da Amadora

Em Setembro, o projecto "Desporto na Rua" regressa aos espaços verdes da Amadora, com diversas actividades para todas as idades.

O Parque Central (zona da estátua de José Afonso), a Ilha Mágica do Lido o Parque Aventura e o Jardim Luís de Camões estão à sua espera para momentos agradáveis ao ar livre, com muito desporto, quer seja esgrima, slide ou ténis de mesa, entre outros.

Programa do evento "Desporto na Rua"

Festas da Cidade da Amadora 2007

O Município da Amadora comemora este ano o seu 28.º Aniversário.
Em Setembro e Outubro, a Cidade da Amadora acolhe diversas iniciativas de natureza cultural, desportiva e recreativa.

Consulte o Programa das Festas da Cidade 2007

quarta-feira, agosto 08, 2007

Cadela jovem para adopção - Arraçada de Pastor Alemão


Cadela jovem abandonada durante período de férias.
Meiga, simpática, procura "donos" responsáveis.
Arraçada de pastor alemão.

Zona da Amadora.

Contacto: 919436029 ou 962300272

terça-feira, agosto 07, 2007

Câmara Municipal da Amadora tem nova página na Internet


Recomenda-se uma visita à nova página na Internet da Câmara Municipal da Amadora.

Tem mais informação. Melhor grafismo. Fácil de navegar. Contactos dos responsáveis autárquicos. Lista de projectos e investimentos. Balcão Virtual.


Algumas notícias


Fecho da CRIL já originou cartas de expropriação

Parque Central condenado

Ozono: Quatro concelhos da região Lisboa com níveis excessivos. Amadora é um deles

terça-feira, julho 24, 2007

Jornal da Região: Edição da Amadora de 25 de Julho de 2007


Destaques:

Brandoa exige melhores transportes

Ateliê de Vida Marinha no Centro de Ciência Viva da Amadora

Novo parque no coração da cidade

Bairro de Janeiro ganha nova vida

Radical Skate Clube vai gerir pista de ski-skate

Entrada na cidade requalificada

Duas peças de teatro na Amadora pela Companhia da Obesidade

Ver notícias

segunda-feira, julho 23, 2007

Casal da Mira com nova primária, jardim-de-infância e creche no próximo ano lectivo

Amadora, Lisboa, 19 Jul (Lusa) - O carenciado bairro do Casal da Mira, na Amadora, vai ter, no próximo ano lectivo, uma nova escola do primeiro ciclo com jardim-de-infância e creche, um investimento superior a dois milhões de euros integrado num parque urbano.

O novo equipamento, cuja construção foi aprovada quarta-feira pelo executivo camarário, terá um pavilhão polidesportivo e dez salas destinadas ao ensino primário, ficando disponíveis quatro e três salas, respectivamente, para o jardim -de-infância e a creche. A obra, avaliada em cerca de 2.298.000 euros, será financiada pela construtora Saguibelas e pela Companhia Portuguesa de Hipermercados, no âmbito de um protocolo celebrado com a Câmara da Amadora. Na reunião de quarta-feira, a autarquia aprovou também a requalificação paisagística da área envolvente do Bairro de Janeiro, num valor superior a 628.000 euros. Segundo explicou à Lusa o vereador responsável pelos Espaços Verdes, Gabriel Oliveira, o concurso relativo ao projecto deverá ser adjudicado em Dezembro e as obras deverão durar sete meses. O novo espaço junto ao Bairro de Janeiro terá 75.000 metros quadrados e incluirá uma área para idosos (junto à Universidade da Terceira Idade), zona para bebés e crianças e um circuito urbano de atletismo, bem como 150 lugares de estacionamento, contando sempre com uma densa arborização.

Fonte: Guia de Portugal

Amadora: Novo parque temático com jangadas e labirintos abre no final de 2008

Amadora, Lisboa, 20 Jul (Lusa) - Um lago com jangadas e gaivotas, labirintos e "aranhas" gigantes para exercitar a agilidade compõem o "mundo mágico" do futuro "Fun Park" da Amadora, um investimento de dois milhões que deverá abrir portas no final de 2008.

Segundo explicou à Lusa o vereador responsável pelos Espaços Verdes na autarquia, Gabriel Oliveira, o novo espaço vai resultar de um reordenamento de duas zonas distintas do Parque Central, na freguesia de Mina, que serão ligadas e vão passar a integrar a Avenida dos Bombeiros Voluntários, totalizando 65 mil metros quadrados, dedicados especialmente aos mais novos. Em torno do "Parque Central - Fun Park", haverá uma nova via externa com 140 lugares de estacionamento e com pontos de paragem de autocarros, junto a prédios residenciais, uma repartição de finanças e uma estação de correios. "É um parque temático completamente diferente, fantástico e nunca visto por aqui, que só traz vantagens para os residentes, comerciantes e visitantes", afirmou Gabriel Oliveira, admitindo ter "grandes expectativas" face a este espaço. "Vamos ter áreas para as crianças brincarem com equipamentos excelentes e originais, uma zona de restauração com livraria, onde as pessoas podem passar uma tarde inteira, e o lago vai ser uma das principais atracções, com barcos de piratas, jangadas e gaivotas", apontou. Circuitos de atletismo, equipamentos de manutenção física e um campo multiusos com tapete sintético completam o restante espaço do parque, cuja abertura está prevista para Dezembro de 2008, "se tudo correr bem". A entrada será gratuita, embora a autarquia pondere a possibilidade de vir a cobrar a utilização de alguns equipamentos.

Fonte: Guia de Portugal



terça-feira, julho 17, 2007

Dois concertos a não perder na Amadora!

Deolinda
Sábado, 21 de Julho, 21h30
Amadora, Recreios da Amadora, junto à estação de comboios

Ouça aqui Deolinda


Azevedo Silva
Domingo, 22 de Julho, 16h00
Amadora, TOCA (Taberna Ocupada pela Cultura da Amadora), junto aos Bombeiros e ao Externato Verney

Ouça aqui Azevedo Silva






segunda-feira, julho 16, 2007

Para desmistificar a má imagem da Amadora

Arte de rua - Edifício dos Cabos de Ávila - Alfragide
Foto de Guspim

Os céus da Brandoa vistos de Alfornelos

Fogo de artifício em Alfornelos
Fotos de Jo_Campos

Fórum Luis de Camões - Brandoa
Foto de Zergus_zl

Garças na Amadora
Foto de *L

Habitações e Campos de Ténis - Alfornelos
Foto de Neftos

Parque Central

Linhas do Comboio no centro da Amadora

Igreja Matriz da Amadora

Parque Central

Casa Roque Gameiro - Venteira
Fotos de Portuguese Eyes


Feira de Artesanato da Amadora
Foto de Maniart07


Arte Urbana
Foto de Caboindex


Centro de Ciência Viva da Amadora, instalado na Casa Aprígio Gomes
Foto de Anabananasplit


Agenda Cultural da Amadora



Destaques


Aprender Crioulo
Quarto sábado de cada mês
Das 11.00H às 13.15H

18 de Julho
Actividade de Rua - Jogos Tradicionais de África – Moto Kumapiri (Fogo na Montanha)
HORÁRIO: 15.00H

Música - Deolinda
21 de Julho
21.30H
Bilhetes: €5

Ver Agenda Cultural completa

Associação Amadora Viva promove pequeno comércio

Com o objectivo de desenvolver actividades de promoção e requalificação do comércio local do centro da cidade, a Câmara Municipal da Amadora (CMA) e a associação Comercial e Empresarial dos Concelhos de Oeiras e Amadora (ACECOA) criaram a associação Amadora Viva. Segundo os comerciantes, este projecto já deveria ter arrancado há mais tempo, tendo em conta que foram saindo da zona as chamadas lojas âncora que atraem mais clientela ao centro. Para dinamizar as pequenas actividades económicas será realizado um plano de marketing, serão promovidas animações de rua e prestados serviços gratuitos, como a formação ou consultoria para a realização de projectos.

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Projecto de reconversão da Cova da Moura está parado


Foi anunciado com pompa e circunstância em Novembro passado, numa cerimónia que contou com a presença de ministros e secretários de Estado dos sete ministérios que estão envolvidos no processo mas, oito meses depois, o projecto de reconversão do Alto da Cova da Moura, na Amadora, está parado por falta de verbas e dificuldades de gestão.

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Amadora: Cidade amiga das Crianças


Treze municípios portugueses estão disponíveis para ouvir as crianças antes de definirem passos políticos. O projecto foi criado pela UNICEF e coloca os direitos dos pequenos cidadãos em primeiro lugar.

Um destes municípios é a Amadora.

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quinta-feira, maio 24, 2007

Muita parra, pouca uva

O metro ligeiro de superfície não poluente que as autarquias da Amadora e Odivelas estão a estudar para ligar os dois concelhos vai ter o futuro interface de transportes públicos da Reboleira como estação terminal. Fonte da Câmara da Amadora disse ao DN que o objectivo é "aproveitar uma parte dos terrenos das instalações da Bombardier para aí criar as infra-estruturas necessárias ao avanço do projecto", incluindo um parque de estacionamento de grandes dimensões, que servirá também a estação da CP da Reboleira e a futura estação de metropolitano de Amadora Oeste, cujo concurso encontra-se em fase de consulta pública.

Partindo da Reboleira, as carruagens do eléctrico ligeiro seguirão, depois, em direcção à Falagueira rumo ao Casal de São Brás, subindo a estrada da Serra da Mira. Atravessarão, de seguida, a rotunda com o vulcão de água que ornamenta a Praça Conselho da Europa, passarão junto à urbanização do Casal da Boba, virarão à direita para circular debaixo do túnel que permite o acesso ao Alto da Brandoa e ao Monte da Galega e descerão em direcção ao centro comercial Dolce Vita Tejo, continuando depois até Odivelas.

Apesar das ruas da Amadora não serem largas, o presidente do município garante que as condições morfológicas da cidade não constituem um impeditivo à passagem do metro. "Há espaço para avançarmos com o projecto, até porque este sistema de transporte terá prioridade em relação aos veículos, como acontece nas ruas da Europa que já têm estas vias. Sempre que for necessário, corta-se o trânsito para o eléctrico passar", diz Joaquim Raposo.

Além das autarquias de Amadora e de Odivelas, estão envolvidos no projecto promotores privados dos dois concelhos, com interesses específicos no avanço desta nova linha. A administração do Dolce Vita Tejo, que aquando da apresentação pública do projecto anunciou que este teria uma estação de metropolitano ligeiro que serviria os dois concelhos, está interessada a atrair consumidores para os seus estabelecimentos. Os promotores imobiliários da urbanização da Cometna (Falagueira), também pretendem ver melhorados os transportes na zona.

A ligação de São Brás ao metro e ao comboio na Reboleira facilitará ainda a vida às milhares de pessoas que já residem na freguesia e às que são esperadas na nova urbanização que está a ser construída no Casal de Vila Chã, a poucas centenas de metros. "O traçado que propusemos serve a população dos dois concelhos a norte", sublinha Joaquim Raposo.

Apesar de a abertura do Dolce Vita Tejo - o principal impulsionador do projecto - estar prevista para o final do próximo ano, o novo metro não estará concluído a tempo da inauguração. Neste momento, além do estudo da solução técnica que será adoptada e do tipo de carruagens que serão adquiridas, está a ser elaborado o traçado definitivo da linha. A análise do custo de construção e da viabilidade económica do projecto também ainda não foi concluída.

O presidente da Amadora recusa-se a avançar montantes. Diz que a maior parte dos "alguns milhões" necessários será suportada por "financiamento essencialmente privado". Segundo o autarca, a Metro de Madrid e a Caja Madrid mostraram interesse em investir no projecto. Nos próximos meses, deverão ser agendadas reuniões com responsáveis do Governo no sentido de "garantir algum apoio público" para a obra.

Fonte: DN - 24.5.2007

Consome, consome - mata a fome

Com data de abertura prevista para o final de 2008, o Dolce Vita Tejo passará a ser o maior centro comercial da Península Ibérica. O novo empreendimento que a Amorim Imobiliária e a ING Real Estate Development estão a construir nas imediações do Casal da Mira, na Brandoa, a escassos metros da Radial da Pontinha, terá uma área bruta locável de 122 mil metros quadrados.

Além de um hipermercado Jumbo, do Grupo Auchan, que ocupará uma área de 23 mil metros quadrados, estará equipado com 280 lojas satélites, 15 lojas âncora, 30 restautantes e uma área com seis mil metros quadrados de "entretenimento inovador", como prometeu Rui Alegre, presidente da comissão executiva da Amorim Imobiliária, aquando da apresentação pública do projecto, em Setembro de 2005.

O parque de estacionamento do futuro espaço comercial, que custará cerca de 200 milhões de euros e criará cinco mil postos de trabalho directos e oito mil indirectos, terá nove mil lugares. "É a primeira vez que se constrói em Portugal um parque com esta dimensão", frisa o executivo.

A 8 de Janeiro deste ano, a obra Dolce Vita Tejo foi embargada porque um dos seus acessos estava a ser construído em leito de cheia, mas foi parcialmente desembargada 16 dias depois.

Fonte: DN - 24.5.2007

quinta-feira, maio 17, 2007

Em estudo criação de metro de superfície entre a Amadora e Odivelas


As câmaras da Amadora e Odivelas pretendem construir um metro de superfície não poluente para ligar os concelhos, tendo já encomendado um estudo para definir o traçado e calcular os custos da obra.

Segundo afirmou ontem o vereador dos Transportes na Câmara Municipal da Amadora, Gabriel Oliveira, a decisão foi tomada na sequência da inviabilização, em 2005, de um projecto de transportes públicos que envolvia também as autarquias de Oeiras e Loures.

Gabriel Oliveira referiu que não estão ainda definidos o orçamento e as datas do novo projecto, mas adiantou que o financiamento será baseado em parcerias público-privadas e permitirá transformar a Reboleira (Amadora) - onde o Metropolitano de Lisboa chegará até 2010 - num "importantíssimo interface".

"Vamos utilizar tecnologia que não existe em Portugal, e que mesmo no resto da Europa só existe em três países um veículo híbrido, eléctrico, completamente não poluente, que tem a facilidade de um autocarro e a qualidade do metro", explicou.

O autarca acrescentou que a empresa construtora do futuro centro comercial Dolce Vita Tejo, na Brandoa, é já um dos parceiros envolvidos num estudo da viabilidade do projecto, encomendado pelas duas autarquias no ano passado. Adiantou ainda que a nova linha deverá ser posteriormente estendida ao concelho de Loures e que poderá também fazer a ligação entre as linhas Azul e Amarela do Metropolitano de Lisboa.


Fonte: Jornal de Notícias - 17.5.2007

quinta-feira, maio 10, 2007

Amadora aposta em novas políticas na recolha de resíduos sólidos

Novos circuitos de recolhas e acções direccionadas junto dos produtores de resíduos têm produzido resultados significativos

A Câmara Municipal da Amadora (CMA) desenvolveu, durante o ano de 2006, um conjunto de estudos, com o objectivo de melhorar as condições de deposição dos resíduos sólidos urbanos, de forma a aumentar a recolha selectiva de subprodutos.

Uma das medidas implementadas foi a recolha de resíduos orgânicos junto dos grandes produtores, tendo-se inclusivamente iniciado um novo circuito no final do ano. Já no que diz respeito à recolha de papel/cartão e embalagens, foi implementada esta recolha nos estabelecimentos de ensino, através do reforço de mini-ecopontos. Mas nem só as escolas são alvo deste tipo de práticas. A CMA iniciou igualmente um circuito, em Março passado, que abrange cerca de 100 comerciantes, junto dos quais a CMA promove a recolha de papel e cartão, sem qualquer encargo para a entidade produtora.

Circuitos novos e renovados

Comparativamente com o ano de 2005, a CMA aumentou o número de circuitos de recolha de resíduos, sendo actualmente 25 (6 de reciclados) os circuitos a funcionar, e renovou alguns, de forma a maximizar os recursos com base numa melhoria da remoção de lixos orgânicos e diferenciados (recicláveis).

Automaticamente, esta renovação começa já a ser sentida. Tomando em consideração números anteriores, verificou-se, durante o ano de 2006, um aumento na percentagem da recolha selectiva de resíduos: 1 929 toneladas de papel e cartão (+ 14,6%); 1 595 toneladas de vidro (+ 12,8%); 452 toneladas de embalagens (+ 32 %) e 807 toneladas de resíduos orgânicos (+ 92 %).

Mais equipamento, melhor recolha

O ano de 2006 foi também o ano em que se verificou um aumento na disponibilização de equipamentos de recolha de resíduos, com destaque para os contentores de grande capacidade, os chamados moloks (702 em 2006, contra 539 em 2005) e para o número de pontos de recolha de resíduos orgânicos disponibilizados (112 em 2006, contra 41 em 2005).

Ecocentro também mostra resultados

O Ecocentro de Carenque, local para depósito de resíduos recolhidos fora dos locais habituais de deposição (contentores, moloks, ecopontos), apresentou, em 2006 um aumento de 79% (2 143 toneladas) comparativamente ao ano de 2005, no total de resíduos depositados, sendo que a quase totalidade destes resíduos são passíveis de reciclagem. Este aumento deve-se particularmente aos protocolos assinados com as Juntas de Freguesia do concelho da Amadora relativamente à recolha e deposição dos chamados lixos especiais.

Casal da Mira ganha parque desportivo

Os moradores do bairro de realojamento do Casal da Mira, na freguesia da Brandoa, Amadora, têm, desde ontem, um minicampo multiusos para a prática do desporto. O equipamento, construído através de um projecto de parceria entre o Governo, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Câmara Municipal da Amadora (CMA), há muito que era aguardado, sobretudo pela população mais jovem, que não tinha nenhum espaço no bairro para a prática de actividades desportivas.

"Vamos tentar manter o espaço aberto à população, para que todos possam usufruir do equipamento. Para já vamos organizar um campeonato de futebol de rua com outros bairros do concelho para que este campo seja rentabilizado", explica António Leite, da associação Unidos de Cabo Verde, instituição que fará a gestão do equipamento.

Já Valter Barbosa, um jovem morador, considerou que "a inauguração do campo é boa", mas destacou que "é pouco para as pessoas que moram aqui". "Necessitamos de mais um espaço, que seja coberto, para os jovens poderem praticar desporto. O bairro não tem nada", justifica.

Há um ano o minicampo tinha sido prometido à população, o primeiro no âmbito de um projecto nacional - orçado em um milhão e 300 mil euros- que pretende dotar outras 100 áreas carenciadas com este tipo de equipamento. "Este é um projecto, acima de tudo, a favor da inclusão social", garantiu o ministro da Presidência, Silva Pereira.

In Jornal de Notícias - 5.5.2007

População do Casal da Mira recebe apoio médico na rua

Kelly Nascimento teve uma consulta invulgar. Foi atendida na rua, na carrinha onde funciona o apoio médico aos moradores do Casal da Mira, um bairro da Amadora onde foram realojadas pessoas que viviam em barracas. Sem dinheiro para comprar os medicamentos para a asma que lhe foram receitados no Hospital Amadora-Sintra, procurou um dos médicos que estão a dinamizar o projecto para que este os substituísse por genéricos. "Soube pela farmácia que eles vinham cá, aproveito e levo também uns brinquedos", disse ao DN.

Montada junto ao posto móvel onde todos os sábados são dadas consultas de saúde materna, planeamento familiar e vacinação, a banca com jogos, roupa e livros funciona como um chamariz para os mais novos. É junto a ela que os voluntários da Associação de Jovens Promotores da Amadora Saudável distribuem preservativos, contraceptivos e folhetos sobre o HIV. As irmãs de Leni Lima, de 15 anos, já lá foram. Ela ainda não o fez. "Tenho vergonha", assume.

Todos os sábados são atendidas naquele posto móvel cerca de 15 pessoas. Desde que o projecto foi lançado, em Fevereiro, com o apoio do Ministério da Saúde, do Centro de Saúde da Venda Nova e da Associação Unidos de Cabo Verde, o número de utentes tem vindo a aumentar. As mulheres e crianças vão de manhã. Os homens e os adolescentes, à tarde. Se não fosse este serviço, muitos destes moradores só teriam assistência em caso de urgência.

In Diário de Noticias - 6.5.2007

Lixeira a céu aberto às Portas de Benfica é 'cartão-de-visita' da Amadora

Quem entra na Amadora, oriundo de Lisboa, pelas Portas de Benfica, depara-se com um cenário desolador um depósito de lixo, a céu aberto, que congrega os despojos das demolições do antigo bairro das Fontainhas, entretanto demolido pela autarquia. As barracas deram lugar a toneladas de entulho e ferro velho, depositados muitas vezes à revelia das autoridades, mas que se foram acumulando nos últimos dois anos.

"Depois de terem derrubado as casas que aqui existiam, ainda ficou um resto de entulho que não foi retirado. Mas deve ter havido alguém que viu que isto estava tudo sujo e começaram a vir camiões depositar ainda mais lixo", critica Suse Gonçalves, moradora na Rua das Fontainhas, que tem que conviver com o lixo mesmo à porta.

Um outro morador, que não se quis identificar, lamenta que, "após anos de um cenário composto por barracas", as pessoas tenham de conviver com a lixeira. "Isto é muito perigoso para a saúde porque atrai muitos ratos. Assim, era preferível ter as barracas. Pelo menos, na altura os terrenos andavam sempre limpos", desabafa.

Segundo os testemunhos recolhidos pelo JN, o lixo vai crescendo junto às Portas de Benfica, um monumento considerado de interesse municipal.

Questionado sobre a situação, o vereador na Câmara Municipal da Amadora, responsável pelo pelouro da Higiene e Limpeza, Eduardo Rosa, disse ao JN esperar que no final da semana a situação esteja resolvida.

"Os empreiteiros das demolições já foram notificados para removerem o entulho. O lixo vai ser retirado por quem lá o colocou. O que não for possível retirar será a Câmara a fazê-lo", assegura o autarca.

A autarquia pondera ainda colocar uns pedregulhos à entrada do espaço actualmente ocupado pela lixeira para evitar o acesso aos terrenos.

In Jornal de Notícias - 8.5.2007

terça-feira, abril 17, 2007

Taberna Ocupada P'la Cultura da Amadora (TOCA)

Um grupo de jovens da Amadora e Queluz resolveu criar o Movimento de Acção Reivindicativa pela Cultura e Habitação da Amadora (MARCHA), ocupando uma antiga taberna, no centro da cidade, perto do edifício dos bombeiros. Depois de limparem e recuperarem o espaço devoluto que estava a ser utilizado por toxicodependentes, prometem agora agitar a vida política e cultural local. A população está expectante quanto ao futuro do espaço, mas, para já, mostra-se satisfeita com a recuperação do imóvel. A antiga taberna Portas Largas, passou a chamar-se Taberna Ocupada P'la Cultura da Amadora (TOCA) onde 70 jovens apostam na criação de oficinas de teatro, dança, exposições e concertos. "Não existe um único teatro, um único cinema e nem uma sala de concertos onde os jovens possam tocar. Acreditamos que este espaço possa servir os jovens de toda a linha de Sintra", adiantou ao JN, António Santos, da MARCHA. "A Amadora não foi sempre assim, já teve uma política cultural activa que foi erradicada", critica, por seu turno, Luís Baptista. Para começar, a MARCHA quer retomar a semana da Juventude da Amadora, reivindicar uma casa da juventude que seja gerida pelos jovens do concelho e apela ainda para que o Prémio José Afonso seja aberto a todas as bandas de jovens do concelho. Os elementos da MARCHA prometem marcar presença em todas as assembleias municipais, com ideias e críticas. Sobre a questão da habitação a MARCHA considera "inadmissível haver tanta gente sem tecto, quando há muitos tectos sem gente". "É melhor que o espaço esteja recuperado e utilizado do que degradado como estava", disse Francisco Martins, morador na zona.

In Jornal de Notícias - 14.4.2007

Outra notícia
Associação juvenil quer despertar Amadora para a cultura

quarta-feira, abril 04, 2007

Mais Estradas e Carros, Mais Urbanizações... Menos Qualidade de Vida, Pior Ambiente


O Governo, com a cumplicidade da Câmara da Amadora, transforma uma obra de interesse público, a CRIL, numa mera “serventia” da urbanização Falagueira/Venda Nova. Ver mais. E aqui também.

Para quando interesse e investimento público nos transportes colectivos e na bicicleta?

A Comissão de Utentes da Linha de Sintra vai distribuir um questionário para conhecer a opinião dos passageiros sobre a suspensão de mais de uma centena de ligações efectuadas naquela linha. Ver mais.

Conseguem ver a ligação?

+ estradas + carros + urbanizações - transportes públicos
= trânsito, poluição, doenças, tempo perdido em deslocações, qualidade de vida reduzida

segunda-feira, abril 02, 2007

Moradores de Alfonelos contra adjudicação de IC17

A Associação Cívica dos moradores de Alfornelos (ACMA) acusou, esta sexta-feira, o Governo de pôr em causa o Estado de Direito ao invocar interesse público para continuar o concurso de adjudicação do fim do IC17.

Paulo Ferreira, representante da ACMA afirmou à agência Lusa que «o Estado de Direito democrático está claramente posto em causa», reagindo ao anúncio feito hoje pela empresa pública Estradas de Portugal, que alegou «interesse público» para prosseguir o concurso relativo ao trecho do IC17/Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL), que a associação quer ver anulado.

Há cerca de um mês o Ministério do Ambiente e a Câmara da Amadora foram notificados pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra da providência cautelar interposta pela ACMA para anular o concurso para a conclusão da CRIL, um troço de 3,6 quilómetros entre a Buraca e a Pontinha.

Paulo Ferreira considerou que o Governo está a «contrariar a separação de poderes» entre o executivo e o judicial.

ACMA meteu providência cautelar

O representante da ACMA explicou que a associação tem a correr uma providência cautelar e uma acção principal visando a anulação do concurso e afirmou que «é estranho que, havendo dois processos em tribunal, o governo os queira condicionar desta forma».

«O interesse público serve agora para tudo, mesmo para prejudicar milhares de cidadãos quando existem alternativas», referiu.

Os moradores de Alfornelos opõem-se ao traçado previsto para a conclusão da CRIL, alegando que vão ficar «cercados por todos os lados por betão, auto-estradas e poluição».

«Vamos estar contra [o projecto] até ao fim, até às últimas consequências, na defesa não dos nossos interesses mas dos nossos direitos», garantiu.

Paulo Ferreira referiu que «o Governo tem projectos alternativos viáveis metidos na gaveta», que «poupariam dinheiro ao erário público».

No entanto, a ACMA acusa o Governo de «ceder a interesses difusos», porque recusa desviar o traçado «para fora do bairro» e para «onde está prevista a construção de uma urbanização na Falagueira».

In Portugal Diário - 30.03.2007

Amadora: Associação juvenil luta por um "futuro feliz" no Bairro Santa

No bairro de Santa Filomena, Amadora, uma associação juvenil inaugura no dia 2 de Abril um novo espaço, onde pretende acolher crianças e projectar um futuro melhor para um dos mais carenciados bairros do país.


Duas ruas apenas separam Santa Filomena da principal artéria da freguesia de Mina, centro urbano do concelho da Amadora, mas a curta distância basta para delimitar a entrada num espaço onde as dificuldades económicas e a fraca instrução são evidentes.

Segundo o último Censo o bairro, formado nos anos 70 pela comunidade imigrante africana, alojava em 1998 cerca de 1.900 pessoas, um número que exclui dezenas de imigrantes ilegais e ocupantes de casas abandonadas.

Hoje, o bairro de Santa Filomena continua a ser maioritariamente habitado por descendentes de africanos, sobretudo população jovem já nascida em Portugal.

Foi a esperança na chegada de dias melhores que levou o jovem Alcides Mora, natural de Angola, a ensinar futebol e xadrez às crianças de Santa Filomena, que "crescem praticamente nas ruas", enquanto os pais estão a trabalhar

Dos treinos, depressa Alcides passou à dinamização de torneios e, em 1998, convidou alguns amigos a formar uma associação que acompanhasse e estimulasse os moradores mais jovens, integrando-os em actividades desportivas e lúdicas.

Numa casa devoluta do bairro, recuperada pelo grupo, nasceu então a Associação Espaço Jovem (AEJ), reconhecida e apoiada pela Câmara Municipal da Amadora dois anos mais tarde.

In ACIME

Roupa 'KM' mostra orgulho de viver num bairro como a Cova da Moura

Foto retirada de http://kovam.no.sapo.pt

A KM podia muito bem ser confundida com uma qualquer marca de moda internacional, mas dizem o seus criadores, é uma forma de mostrar ao mundo o orgulho de um grupo de jovens em morar num bairro como a "Kova" da Moura.

A marca de roupa KM foi criada por dois jovens da Cova da Moura, na Amadora, na Primavera de 2006 e logo que os primeiros bonés foram postos à venda o êxito foi total, principalmente entre os adolescentes. Depois dos bonés, surgiram as camisolas e os tops para as mulheres.

"Já esperávamos que a roupa tivesse aceitação, mas não tanta como teve. Criar algo original e que nos identifique com o bairro é muito importante para quem nasceu, cresceu e mora na Cova da Moura", disse à Agência Lusa Paulo Barradas, um dos criadores da marca.

Paulo Barradas disse ainda que a roupa KM surgiu porque os jovens do bairro estava "sempre a dizer KM" e acharam interessante criar "algo original com essa marca".

Para o jovem, a marca KM "é uma forma de mostrar o orgulho de morar na Cova da Moura" e "uma ajuda na divulgação de uma imagem positiva do bairro, que muitas vezes é conhecida pelos piores motivos".

Os bonés, as camisolas e os tops têm as mais variadas cores, mas o que os distingue das outras peças de roupa são os bordados com as letras KM e com as frases em crioulo.

"Mi Gó!!!" (Não me importa) e "Dêxa mundo papia" (Deixa o mundo falar) são algumas das frases escritas nas camisolas, que - segundo Paulo Barradas - são também uma mensagem.

Paulo Barradas, 27 anos e director de produção de uma empresa têxtil, adiantou que a divulgação da marca KM foi feita "boca a boca" e mais tarde foi publicitada no site http://kovam.no.sapo.pt, no qual podem ser feitas encomendas, embora os produtos sejam vendidos num café do bairro.

A roupa, que já começa a ser procurada por jovens que moram fora do bairro, tem mais saída nos meses de Verão, estando o criador a estudar a nova colecção, principalmente os desenhos e as frases que vão ser colocados nas camisolas, tops e bonés.

Paulo Barradas considerou que este "negócio não é lucrativo", até porque a marca "não foi criada com a perspectiva de ganhar dinheiro".

"Não se ganha nem se perde. Se quisesse viver deste negócio deixava de trabalhar e montava uma loja", salientou, adiantando que as camisolas e os tops são vendidos a dez euros, enquanto os bonés a sete euros.

As roupas são compradas em fábricas, que depois são estampadas ou bordadas pelos jovens.

In Diário de Notícias - 02-03-2007

terça-feira, março 27, 2007

Esta Sexta-feira há Massa Crítica - Bicicletada



Na próxima sexta-feira dia 30 de Março, realiza-se mais uma Massa Crítica.

Bicicletas, skates, patins (e outros transportes não poluentes) desfilarão,
por mais de 350 cidades espalhadas pelo mundo, conduzidos por
cidadãos comuns. Em Portugal realiza-se no Porto e em Lisboa.

A Massa Crítica é um evento que se tem vindo a realizar todos os meses,
com um número crescente de aderentes.

A "Massa Crítica" pretende ser um movimento capaz de congregar todos os
cidadãos descontentes com a presença excessiva do automóvel na cidade. O
objectivo primordial é realizar uma marcha de bicicletas e outros meios de
transporte não poluentes, com uma forte componente de sensibilização, que
transmita uma mensagem pedagógica e estimule a criação de políticas de
mobilidade mais vantajosas para a utilização de meios de transporte ecológicos
(bicicletas, patins, andar a pé).

A "Massa Crítica" é um movimento espontâneo e livremente organizado, e
insere-se numa filosofia mundial de retoma dos direitos dos cidadãos
face às políticas de apoio ao automóvel, ecologicamente subdesenvolvidas,
divulgando a existência de alternativas viáveis à utilização de transportes
motorizados privados. Pretende, para além disso, ser o início de um movimento
mais amplo e estruturado de activismo ecológico e social.

A "Massa Crítica" não requer grande capacidade física (dado que é uma
iniciativa de grupo com uma forte solidariedade entre todos os seus
membros). É aconselhável a utilização de capacete de ciclista e máscara
anti-poluição. Recomenda-se também que cada um leve água.

Muito mais que um protesto, a "Massa Crítica" é uma acção directa
saudável, pacifica, didáctica e divertida.

--- Lisboa - Marquês de Pombal - 18h00
--- Porto - Praça dos Leões - 18h00

Para mais informações visite

www.massacriticapt.net

quarta-feira, março 21, 2007

Transportes públicos para o Moinho do Guizo



Apesar de muitos dos problemas da urbanização ainda não estarem resolvidos, nomeadamente o arranjo dos espaços verdes, os moradores do Moinho do Guizo vão ver resolvida, em breve, uma das lacunas do seu dia-a-dia. "Estamos a acabar o troço de uma estrada para que a urbanização possa ser servida de transportes públicos", revela Gabriel Oliveira, vereador responsável pelo pelouro das Obras e do Trânsito. A conclusão desta estrada surge após uma proposta da Rodoviária em fazer passar ali uma carreira que ligue o Moinho do Guizo à Pontinha, onde existe um terminal de autocarros e ainda uma estação do metro.

In Jornal da Região - Edição Amadora - 21.03.2007

quarta-feira, março 07, 2007

Novos agricultores urbanos na Amadora


Couves, batatas, cenouras e cebolas, entre tantos outros legumes, transformam os taludes
do IC19, entre a Damaia e a Buraca, em verdadeiros jardins de cor e de aromas. Na cidade jovem, onde o betão cresceu a olhos vistos ao longo das últimas décadas, qualquer pedaço de terra livre tem um valor incalculável para dezenas de habitantes, na sua maioria de origem
africana, que poupam umas boas dezenas de euros por mês na compra de produtos hortícolas.
É o caso de Justina Rocha que, diariamente, pega na enxada para cuidar da sua horta situada numa encosta da entrada do IC19 para a Amadora. "Vim de Cabo Verde há 25 anos e há 23 que cultivo aqui", revela esta moradora do Alto da Damaia. "Como a terra é muito boa, semeio vários tipos de produtos. Agora ando a semear feijão, couves, cebolas e batatas", acrescenta. Funcionária de uma empresa de limpezas, aproveita o período de folga, das 11 às 15 horas, para cuidar da sua hortinha. É que, lá em casa são oito bocas para alimentar e desta forma "poupa-
se muito dinheiro". O marido, os cinco filhos e o irmão dão uma preciosa ajuda ao fins-de-semana, "até porque há muito trabalho para lazer". Só no ano passado apanhámos mais de 50 sacas de batatas, com 20 quilos cada uma. As que não consumimos vendemos em alguns supermercados a cinco euros a saca", assume Justina Rocha. Mas, se para uns o cultivo
de terrenos baldios é uma questão de sobrevivência, para outros, esta é uma maneira
de ocupar o tempo de forma proveitosa. Com 86 anos, Pedro Furtado, morador na Cova
da Moura, há muito que se reformou da construção civil. Vive sozinho com a esposa e
há cerca de dois anos, com um grupo de amigos, decidiu aproveitar "os terrenos abandonados"
junto ao IC19. "É uma maneira de passar o tempo. Em vez de estar em casa venho para aqui e planto umas coisinhas, como couves e favas", explica. Apesar de ter trabalhado ao longo de toda a vida, com outros materiais, há coisas que não se esquecem. "Em Cabo Verde toda a gente
trabalhava na terra. São coisas que não se esquecem", graceja. "Para além de ocupar o meu tempo livre, os produtos são muito mais saborosos do que aqueles que se compram
nos supermercados". Não muito longe dali, junto ao Bairro do Zambujal, dezenas de hortas enfeitam o traçado da CRIL. Para quem não imagina, "esta terra é uma maravilha e tudo se planta, desde batatas, nabos, cenouras, cebolas, tomates ou feijões", salienta António Leitão, reformado da PSP e morador na Ajuda. "Tenho um amigo que tinha aqui uma horta e falou-me deste espaço livre. Como isto estava tudo ao abandono, começámos a plantar já vai para cinco anos", conta. Alentejano de gema, aprendeu a lidar a terra com o seu pai que era pastor e, depois de se reformar, encontrou na horta "uma forma de ocupar o tempo e de conviver com outras pessoas". É o caso de Maria Suzete dos Santos, que mora a poucos metros e adora dar uma mãozinha na "faina" agrícola. "Gosto de estar aqui com eles. Vou ajudando e sempre se poupa uns trocos no supermercado", explica. Todavia, aqui, a agricultura assume um papel mais rebuscado. "Temos três poços de água com dois motores, e uma moto- enxada para ajudar a lavrar a terra", acrescenta António Leitão. "Enquanto ninguém vier aqui mandar-nos embora vamos continuar a cultivar. Mas, já ouvimos dizer que está previsto um projecto qualquer para aqui. Inclusive, já andaram pessoas a tirar medidas ao terreno", revela ainda o agricultor.
É precisamente nessa área de terreno, pertencente ao IGAPHE e que vai ser cedida à autarquia, que a Câmara da Amadora quer construir uma nova zona agrícola. "Sei que para muitas pessoas as hortas ajudam na subsistência familiar mas não concordo que ocupem os terrenos e taludes em redor das estradas porque é muito perigoso", realça Joaquim Raposo, presidente da edilidade. "Se um dia houver um acidente, quem se responsabiliza...", questiona. Por isso,
ao abrigo do programa de requalificação da Cova da Moura, está a ser planeada a criação de uma grande horta comunitária, com cerca de três hectares, naquela zona do Zambujal. "Queremos
ter uma área ordenada, dividida pelos vários agricultores interessados, mas com equipamentos de apoio, para guardarem os seus materiais e água", revela Joaquim Raposo. "Deste modo, queremos acabar com os barracões, feios e inestéticos, que existem nos taludes do IC19, que serão posteriormente requalificados, como já aconteceu num pequeno troço da Damaia",
avança. Uma ideia que, à primeira vista, agrada aos pequenos agricultores. "Gosto da ideia. Se vier a acontecer, gostava de ser contemplado com um espaço", avança António Leitão,
interpretando o sentimento de muitos dos "novos" trabalhadores rurais da Amadora.

In Jornal da Região - Edição Amadora - 7.2.2007

Ecopontos já funcionam no Alto da Mira


Depois de longos meses à espera, os moradores da Urbanização do Alto da Mira já podem
separar o lixo e depositá-lo nos ecopontos espalhados pelo bairro. "É certo que não foi emSetembro ou Outubro, como tinha informado o vereador responsável, mas no fim de Janeiro.
Vá lá o atraso até não foimuito, em comparação com o tempo que os equipamentos estiveram sem funcionar", desabafa um morador depois de a autarquia ter criado um novo circuito de recolha que abrange aquela área. Entretanto, a Câmara Municipal vai lançar um Concurso Público Internacional para o fornecimento e instalação de 100Ecopontos de Superfície, cujo valor estimado é de duzentos mil euros, acrescido de IVA à taxa legal em vigor. A abertura deste concurso surge na sequência da necessidade de aumentar o número de pontos de deposição - ecopontos - a colocar à disposição da população, para o aumento da capacidade de recolha de fracções valorizáveis, de forma a diminuir a quantidade de resíduos encaminhados para destino final.

In Jornal da Região - Edição Amadora - 14.02.2007

Junta de Freguesia de Alfornelos defende peões

A forte densidade populacional e o crescente número de carros por família são os factores
que agravam os problemas de estacionamento da freguesia de Alfornelos. Ao longo dos últimos meses, de forma faseada, a junta de freguesia tem vindo a colocar pilaretes e a substituir outros
mais antigos nalgumas das principais artérias de Alfornelos, como forma de evitar situações de estacionamento abusivo. A última empreitada aconteceu recentemente na Praceta Isabel Aboim
Inglês,umdos casosmais flagrantes em toda a freguesia. "A travessa tem um passeio largo e estava constantemente ocupado por carros. Colocámos os pilaretes mas deixámos alguma margemno passeio para os carros poderem ser estacionados, salvaguardando a circulação dos peões", explica Jorge Nunes, presidente da junta. Na mesma praceta existem várias garagens,
constantemente obstruídas por viaturas mal estacionadas. Por outro lado, "aquela é uma zona de passagem de muitas crianças que se viam obrigadas a circular pela estrada", acrescenta. O trabalho de ordenamento do estacionamento tem dado os seus frutos. "Dos cem pilaretes
que encomendei já só temos 13", frisa o edil. "Temos recebido muitas cartas de moradores a agradecer a colocação dos pilaretes porque havia casos gritantes. Pessoas que queriam sair de suas casas com carrinhos de bebé, por exemplo, e não conseguiam", alerta Jorge Nunes. Mas, uma intervenção deste género nunca agrada a todos. "Às vezes, à noite, ando meia hora às voltas à procura de um lugar para estacionar. É cada vez mais difícil estacionar em Alfornelos", lamenta Sofia Esteves, uma moradora. "Começaram pela medida mais drástica, ao impedir estacionar em cima dos passeios, quando deveriam primeiro criar mais lugares através
do ordenamento das ruas", acusa outra moradora.

In Jornal da Região - Edição Amadora - 28.2.2007

4km para andar a pé ou de bicicleta

Tendo em conta a forte utilização da Estrada dos Salgados, junto ao metro da Falagueira, para a prática de actividades desportivas e de lazer, a Câmara Municipal decidiu prolongar este espaço até à freguesia de Alfornelos. "A pista estava feita entre a estação do metro e a entrada da Brandoa e agora estamos a prolongá-la para Alfornelos, com o alargamento do passeio do lado direito, criando quase quatro quilómetros de pista para passeios a pé ou de bicicleta", realça Gabriel Oliveira, vereador responsável pelo pelouro de Obras na autarquia.

In Jornal da Região - Edição Amadora de 7.3.2007

Peões limitados por carros mal estacionados

A normal circulação dos peões nos passeios da Travessa Ordem Militar do Hospital, na Falagueira, é constantemente comprometida perante a falta de cidadania de muitos. "Há desrespeito dos condutores que insistem em estacionar em cima do passeio. Esta situação dificulta a passagem de pessoas com dificuldades motoras, pais com carrinhos de bebé, cidadãos que precisam de andar em cadeiras de rodas e também portadores de deficiência visual", lamenta José Antunes, um morador. Gabriel Oliveira, vereador responsável pela área do trânsito na Câmara Municipal da Amadora, lamenta esta situação porque a rua já teve pilaretes e estes foram destruídos e vandalizados.
"Vamos ter de colocar novos pilaretes para substituir os que foram destruídos indevidamente",
acrescenta.

In Jornal da Região - Edição Amadora de 7.3.2007

Maior tela do Mundo sobre água e ambiente

Vai ter quatro quilómetros de extensão e candidata-se a entrar para o Guiness, o livro dos recordes. A execução da maior pintura em extensão do Mundo só vai acontecer a 16 de Junho, mas estão já a ser dados os primeiros passos para a iniciativa que pretende mobilizar milhares de pessoas. "A Câmara inscreveu a iniciativa na página do GuinessWorld Records e vai assinar
um protocolo de colaboração com o Círculo Cultural Artur Bual", explica António Moreira, vereador responsável pelo pelouro da cultura na autarquia. Esta acção visa a promoção do processo artístico junto de diferentes gerações e o incentivo da comunidade na promoção da cidadania e da tolerância, superando as diferenças de raça ou origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade ou outras. Isto porque, a organização do evento, que vai decorrer no antigo quartel dos Comandos, na Amadora, espera que no local apareçam quatro a cinco mil pessoas.
"Disponibilizamos t-shirts, pincéis e tintas para quem quiser dar um contributo", acrescenta o responsável. Simultaneamente, decorrerá um conjunto de iniciativas de animação no espaço ao ar livre. A maior tela em extensão do Mundo vai ter como tema a água e o ambiente e pretende
superar o actual recorde de 3500 metros, alcançado na Roménia.

In Jornal da Região - Edição Amadora de 7.3.2007

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Amadora abdica de mecanismo legal que permite a penalização de casas degradadas


Os proprietários de prédios degradados apenas são penalizados, em sede fiscal, em 7% dos concelhos portugueses. Segundo dados pedidos pelo DN ao Ministério das Finanças, dos 308 concelhos, só 23 fazem uso da norma do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), que permite às câmaras majorarem até 30% a tributação sobre imóveis em mau estado de conservação.

No total, são 1544 prédios que, em 2006, foram objecto de um agravamento fiscal. Um número insignificante face aos 92 mil edifícios muito degradados (dos 3,2 milhões existentes) que o Instituto Nacional de Estatística contabilizou em 2001. A estes acresciam ainda outros 163 mil, que careciam então de "grandes reparações". Passados seis anos, alguns destes 255 mil imóveis terão sido demolidos e outros reparados, mas muito mais terão engrossado aquela lista. E outros estarão agora mais degradados do que estavam então.

A possibilidade de majorar a taxa de IMI para os prédios degradados consta no CIMI desde 2003. O n.º 7 do artigo 112.º refere que "os municípios, mediante deliberação da assembleia municipal, podem majorar até 30% a taxa aplicável a prédios urbanos degradados, considerando-se como tais os que, face ao seu estado de conservação, não cumpram satisfatoriamente a sua função ou façam perigar a segurança de pessoas e bens".

O número de municípios a fazer uso desta norma tem vindo a aumentar. Dos 11 em 2004, passou-se para 16 no ano seguinte e 23 em 2006. Porém, o número de prédios afectados sofreu uma redução, passando de 2553, em 2005, para 1544 em 2006.

Mas quais são esses 23 concelhos? Essa é a pergunta que as Finanças não respondem. Apesar da insistência do DN, fonte oficial explicou que esta informação é sigilosa e que a sua divulgação cabe às câmaras. "A decisão dos municípios em aplicar uma taxa majorada resulta de deliberação da respectiva assembleia municipal, devendo constar das respectivas actas as razões para esse facto, que são de consulta pública."

Perante isto, e na impossibilidade de contactar cada uma das 308 câmaras do País, o DN pediu informações a alguns dos principais concelhos. Das 11 autarquias contactadas, apenas três não responderam (Loures, Évora e Faro). Das restantes oito, só metade accionou o mecanismo legal. A Câmara do Porto identificou 94 situações passíveis da majoração em 30% da taxa de IMI, enquanto Coimbra optou por uma majoração de 20%. As assembleias municipais de Lisboa e Cascais também já aprovaram as respectivas penalizações, mas ainda não as executaram. Pelo contrário, Almada, Oeiras, Amadora e Setúbal optaram por abdicar deste mecanismo.

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) atribui esta fraquíssima adesão das câmaras a esta norma ao "bom senso". Fonte da associação referiu que muitos municípios abdicam daquele instrumento fiscal porque sabem que grande parte dos imóveis deteriorados pertencem a proprietários que estão descapitalizados em virtude do "congelamento" das rendas antigas. "Enquanto a nova lei das rendas não gerar efeitos, é muito difícil introduzir este princípio", disse.

Já "nos prédios desocupados, em condições de serem habitados, esse problema já não se coloca". A ANMP relembra que a penalização dos fogos vagos foi uma proposta sua, aceite por José Luís Arnaut, quando este preparava a primeira versão da lei das rendas. O novo Governo socialista deu seguimento a este projecto mas levou mais longe a penalização, que passou de uma majoração de 30% para a duplicação da taxa. Assim, os municípios passaram a poder penalizar os fogos que não estando degradados se encontrem desocupados.

In Diário de Notícias - 26.02.2007