sábado, novembro 05, 2005

"Bicicletando" pela Amadora


Hoje de manhã andei de bicicleta pela Amadora. Comecei o percurso na A-da-Beja, o último núcleo rural da Amadora, situado no extremo norte do concelho, e segui para o Casal da Mira. Deparei-me com a primeira subida não muito elevada junto á Fonte das Avencas. Aqui existe um bosque único que daria um excelente espaço de lazer para a população, tal como foi proposto por uma das forças políticas locais. Do Casal da Mira até aos Moinhos da Funcheira é mais um pouco a subir, embora sem grande esforço. A vista desta zona é magnifica. Consegue-se ver grande parte de Lisboa, o Monsanto, Odivelas e Loures. Ao fundo percebem-se alguns montes e serras da Margem Sul. Em direcção ao Casal de São Brás passo por uma antiga lixeira que hoje está encerrada e que se encontra em processo de recuperação ambiental. A Câmara Municipal da Amadora pretende fazer neste espaço, que tem o tamanho de 40 estádios de futebol, um grande parque urbano. Espero que se concretize. Na Falagueira passo pelo novo Parque da Aventura, que embora inaugurado dias antes das eleições, ainda se encontra com obras e não está a funcionar em pleno. O circuito de mini-golf está fechado. A ligação ao parque através do Casal de São Brás ainda tem imensas áreas vedadas e em construção. Segui depois pelo Bairro do Bosque, Venda Nova e finalmente parei na estação de Metro Amadora-Este. Continuei a minha manhã pelo Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, que este ano tem como tema o Sonho. Assisti a uma história de fantoches para crianças que tinha como tema as relações multiculturais e o racismo. Cinco estrelas! Para mais informações sobre o festival visitem http://www.amadorabd.com Recomendo vivamente uma visita e despachem-se pois termina amanhã. Na Rua Elias Garcia (depois do Bairro do Bosque, em direcção a Benfica) vi uma primeira indicação de ciclovia com um desenho de bicicleta marcado na estrada. Rapidamente esta indicação desaparece e fico sem perceber onde começa e onde acaba. Se alí existe ciclovia, está mal definida e não dura mais de 2 a 3 metros. Na Estrada dos Salgados aí sim há uma ciclovia que segue para a Estrada da Brandoa e termina na rotunda de entrada desta localidade. Contudo devo dizer que a ciclovia está mal assinalada. Acho que o piso deveria ser de uma cor diferente para destacar. Hoje em dia mais parece um vulgar passeio. Desta zona avista-se Monsanto. Nas passadas eleições uma força política apresentou uma proposta de ligar o centro da Amadora a Monsanto por uma ciclovia. Seria excelente! Vários kms desde o centro de uma das mais populosas cidades do país até ao grande "pulmão verde" da grande Lisboa. Com esta ciclovia seria possível conectar a Amadora com Lisboa e Oeiras.

5 comentários:

Rivera disse...

Tens toda a razão. Relamente poderiam melhorar as poucas ciclovias da amadora. Mas realmente, nos últimos anos a amadora tem melhorado imenso, temos muitos jardins novos, melhores acessibilidades, melhores transportes, etc. Aos poucos tem deixado de ser uma cidade dormitório. Também já ouvi falar desse tal parque onde antigamente era uma lixeira, mas também só acredito quando o vir feito. Tenho pena que na A-da-Beja esteja a haver tanta construção sem pés nem cabeça, é como dizes "o último núcleo rural da amadora" mas está rapidamente a deixar de o ser, com muita pena minha...

Luis Lopes disse...

Seja pragmático.
Quem foi a força política local?

Ambientalistas da Amadora disse...

Luís Lopes,

Obrigada pelo seu comentário.

As propostas de criação de um espaço de lazer no bosque da Fonte das Avencas e de construção de uma ciclovia desde a Falagueira até ao Monsanto foram apresentadas pela Aliança Democrática pela Amadora. Mais informações em
http://ambientalistasdaamadora.blogspot.com/2005_09_01_ambientalistasdaamadora_archive.html

O Bloco de Esquerda também apresentou várias propostas sobre o uso de bicicletas no concelho. Mais informações em
http://ambientalistasdaamadora.blogspot.com/2005/09/eleies-2005-propostas-ambientais-do.html

Frederico Bruno disse...

Aqui para nós que ninguém nos está a ouvir, ainda bem que a tal ciclovia não existe.
A segregação imposta pelas ciclovias só leva a falsas sensações de segurança que nos põem desatentos ao resto do tráfego, com as consequências que podem daí advir a cada cruzamento que apareça.
Se andarmos na estrada tal como devemos (a bicicleta é um veículo como outro qualquer), iremos muito mais atentos e também os condutores dos outros veículos tomarão mais atenção pois estaremos posicionados no local onde estão à espera de ver outros veículos.

É muito mais importante exigir uma maior educação para todos os condutores (de bicicletas incluídos) de modo a que todos nos saibamos comportar quando estamos na estrada...
E já agora, estradas com menos buracos e com limites de velocidade a serem cumpridos também dava jeito.

Frederico
P.S.
Tanto o post como o resto do blog estão bastante interessantes!

Zé da burra o Alentejano disse...

Posso comentar? Se posso então vejam este link:

http://zedaburraoalentejano.blogs.sapo.pt/17895.html