terça-feira, novembro 06, 2007

«Os dias arrastam-se e as noites também» estreia na Amadora

«Os Dias Arrastam-se e as Noites Também» é uma peça que o Teatro dos Aloés estreia quarta-feira na Amadora e conta a história de um estranho que se refugia em casa de um casal à beira da ruptura.

Com texto de Léandre-Alain Baker, um artista congolês que vive em França, esta peça propõe «um reflexão sobre a sociedade de acolhimento europeia e os imigrantes», nas palavras do encenador José Peixoto.

«É a história de uma mulher que chega a casa e encontra um homem estranho vestido com o seu roupão», disse à Lusa o encenador, acrescentando que o indivíduo em causa é negro e o casal que vive no apartamento onde ele aparece é branco.

A peça pretende questionar o confronto entre pessoas e entre culturas.

«Achámos bastante importante que uma companhia sedeada na Amadora, onde vivem actualmente muitos imigrantes, fizesse esta reflexão», indicou José Peixoto, sublinhando que vê o próprio autor do texto como um homem dividido entre duas culturas.

«Os Dias Arrastam-se e as Noites Também» é a primeira peça de um ciclo de textos de autores africanos que o grupo pretende representar até 2009.

A seguir, será a vez de uma peça do sul-africano Athol Fuggard, autor que já teve um texto representado pelo grupo em 1996 e que agora terá em cena «A canção do vale».

«Os Dias Arrastam-se e as Noites Também» sobe ao palco dos Recreios da Amadora quarta-feira e ficará em cena até dia 18, seguindo depois para o Teatro Taborda, em Lisboa, e para o Teatro Municipal de Almada.

Em palco vão estar os actores Elsa Valentim, Jorge Silva e Daniel Martinho.

Diário Digital / Lusa

2 comentários:

rui disse...

belo espectáculo.

Ricardo disse...

fraco... muito fraco... nenhuma emotividade, demasiada esquizofrenia na representação.